sexta-feira, 19 de setembro de 2008

sobre gossip girl, carisma e duplas

THE SERENA & BLAIR SHOW


Gossip Girl, em tópicos:

- Essa história de que os livros são melhores é balela. Podem ter cortado muita putaria dos livros etc (só li os dois primeiros e, so far, nada de taaanto assim), mas o que é isso? Ter mais liberdade ao retratar a putaria juvenil atual á um ponto, mas não é tudo. O livro falha onde a literatura não pode falhar, né: nas palavras, na escrita nua e crua. É muito frio e distante. Até a gossip girl. Parece, de fato, fictício. E todas as qualidades que vou elencar abaixo são da série, porque no livro não tem nada... Em compensação, os defeitos são tanto de um quanto de outro...

- A grande vantagem de Gossip Girl é a dupla principal, Serena&Blair. No livro, ninguém é carismático, não dá, é muito pá-pum. Mas na série elas estão lá, bonitas, interessantes, carismáticas e inteligentes. Eu sinceramente não consigo ficar nessa de team Serena e team Blair e, ao contrário da maioria, gosto quando elas estão mais pra amigas do que inimigas (Serena faz muito a boazinha reformada pra dar uma briga legal). A amizade delas é mais legal do que qualquer casalzinho da série (Dan proto-pessoa-diferente? Nate, o clássico mocinho que não vai pra lugar nenhum? Chuck, mais um embuste pras menininhas que acham chato ser bom? PFFFFF). Na realidade, fora elas duas não curto muito nada na série (roupas e músicas legais, mas tipo, q). Não agüento com Rufus (cara de nada), Jenny (sonsinha), todas aquelas meninas genéricas...

A coisa mais surpreendente da dupla, no entanto, é o fato de ser bem interpretada. A Blake Lively, que faz a Serena, só tinha no currículo umas brinks e aquele filme “Quatro amigas e um jeans viajante” – o que é brinks também, né. O tiro que saiu pela culatra é que no livro (e na série, né) a Serena é aquela que todos olham quando levanta, que todas meninas querem ser e todos caras querem ter, é naturalmente mais popular, interessante, atraente. Mas Blair emplacou mais (só por curiosidade, a maior comunidade da Serena no Orkut tem 4 mil pessoas, a da Blair 14 mil). Claro que é fácil justificar isso: Serena bitch só em flashback, ela agora é boazinha, enquanto Blair continua manipuladora. Não tem como querer competir. Mas eu ainda acho a Serena muito mais cool. No duro. Ela tem uma aura de desligada, de lerdinha, que eu acho muito interessante. A risada e a voz delas são carismáticas; ela se veste melhor. Ela tem o cabelo mais bonito da televisão (babei neste cabelo, tem um peso, um “caimento” mágico, além de um tom de loiro muito clássico, elegante, distinto). A Blake tem só 21 anos e faz a reservada, lembrando um pouco a Serena (acho muito bonitinho, e não pseudo e chato a la Natalie Portman, quando a New York Magazine tenta perguntar dela e do cara lá que faz o Dan, e ela fala “Poxa, não é a NYM, não é pra ser classy?”).

Risada gostosa kkkk

Olha só esse trecho de uma entrevista que ela deu pra Capricho:

“Quando fiz Quatro Amigas e Um Jeans Viajante, os fãs dos livros da série me viram no filme e, sei lá, talvez porque eu tenha o cabelo comprido e loiro, eles acharam que eu tinha que ser a Serena na TV e fizeram uma campanha na internet. Acho que Josh viu isso e me ligou. Ele me disse: ‘Escrevi uma série para você. Não vou dar o papel para mais ninguém’”

Eu entendo perfeitamente o Josh Schwartz. Eu também não faria sem ela. O interessante é que a Serena da série tem essa coisa etérea mágica que no livro, sinceramente, parece mais dumbness – o que também deve ser mais acurado, tipo do ponto de vista objetivo da “vida real”.

Já a Leighton Meester, de 22 anos, é impulsiva, impetuosa, com um currículo nada notável pré-Gossip Girl. O que eu gosto mais da Leighton são os olhos. Ela passa toda vulnerabilidade da Blair quando enche o olhão de lágrima, juro que me mata. Ela é bonita de um jeito clássico, bonequinha, se veste inspirada na Audrey Hepburn, e tem um toque de malícia que a Serena não tem. É claro que a Leighton é muito mais mundana que a Blair, mas as duas parecem compartilhar uma agressividade intrínseca, além de serem vivão.

Vulnerabilidade de matar um
Acho a Leighton um pouco brinks (com essa coisa de ser cantora também hehe), curtindo muito a vida de celebridade e tal, mas ela é tão direta e honesta, tão tangível, que acho que só se pode admirá-la, ainda mais levando em conta que “veio de baixo”.

Leighton com um cachorro horrível

Os outros nenli. NENLINENLINENLI. Só a Lily que tem uma coisa clássica que acho legal, mas é passável também. Estes coadjuvantes são um defeito tanto do livro quanto da série. Dá pra empurrar com a barriga, e vamos que vamos (a segunda temporada perdeu um pouco o fôlego).
Dizem que as duas não se bicam na vida real. Eu acredito, nada de inimigas e tal, mas apenas não se dão, elas não têm a ver mesmo.

- Outras duas coisas charmosas do programa: a Kristen Bell narrando (coisa fina) e geral se chamando por iniciais, acho legal.

porque não vi funny games reloaded

Eu sei que isso vai soar como uma bobagem, mas eu odeio violência. Não falo só de violência bang bang do cotidiano, mas de tudo relacionado, até gente de temperamento violento me assusta. Eu fico horrorizada, do tipo nunca mais quero ver, com Laranja Mecânica. Fico horrorizada que tem gente que idolatra Alex. Sinto a mesma coisa com os pseudo iconoclastas que morrem por Clube da Luta, um asco misturado com agonia. Agonia é uma coisa estranha. Fico muito agoniada quando tenho pena de alguém, porque pena mistura algo de bom (compaixão, no sentido do Kundera), com uma sensação um pouco abjeta, um pouco vergonha. É tortura. Fico agoniada conversando com minha mãe no MSN, gtalk e similares... Acho que é porque ela não domina bem a gramática destes meios e acaba passando uma ingenuidade tão pungente que me machuca, me dá vontade de fechar os olhos. Eu também fico um pouco agoniada com a Maísa. Claro que eu adoro a Maísa, tanto do ponto de vista brinks/produção, quanto do ponto de vista da “normalidade” (afinal, ela é uma criança esperta, carismática, vai de vento e popa rumo ao seu futuro). Mas, sei lá, de vez em quando penso na Maísa e me dá um aperto louco no peito. Mas claro que a coisa que mais me dá agonia é a violência... É ver gente sádica, cruel, que gosta, simples assim, da destruição. A destruição em si não me parece algo negativo. A escatologia é um pouco atraente. Ah, bom. Tudo isso pra dizer que baixei novo Funny Games porque tem a Naomi Watts, e claro que quero ver tudo da Naomi Watts, mas todo dia quando vou começar a ver, desisto. Desisto. Não quero isso. Só a idéia de dois jovens sádicos parodiando o Alex me embrulha o estômago. Prefiro fechar os olhos pra tudo isso, é meu pesadelo pessoal, e pensar que tem gente que considera ultraviolence um lema me deixa meio tonta. Fico dizendo a mim mesma: melhor esperar pra ver no cinema. Mas vou conseguir ver no cinema? Confesso: não acabei Laranja Mecânica. (Digo mais: não acabei nenhum Kubrick. Nada pessoal, foram todos motivos diversos, e claro que fazer um filme sobre a violência (pura, em si) é digno, mas que me dá agonia, dá.). Confesso: me incomoda idolatria a este filme, gente usando camiseta, agonia eterna, sei que é irracional, mas aí vamos nós...


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A cultura da não-violência proposta por Gandhi tem muita coisa que eu admiro. Citando Wikipédia (afinal, 2.0 né?)

"The central tenets of nonviolent philosophy exist in each of the major Abrahamic religious traditions (Islam, Judaism and Christianity) as well as in the major Dharmic religious traditions (Hinduism, Buddhism, Jainism and Sikhism). It is also found in many pagan religious traditions. Nonviolent movements, leaders and advocates have at times referred to, drawn from and utilised many diverse religious basis for nonviolence within their respective struggles."

E isso é justamente o que eu aprecio nas religiões. E especialmente em Cristo. Sai “olho por olho, dente por dente”, entra “dar a outra face”. Eu sinceramente espero viver assim: sem lei do talião, nuncanuncanunca. Claro que não quero viver dando a outra face, mas espero poder fazer isso se for necessário, indo um passo adiante da não-violência. Mais Martin Luther King do que Malcolm X. Mais Professor Xavier do que Magneto. Deve ser bobagem, e eu faço parte dos mansos, certamente (amo todos os mansos, eles me enchem de uma ternura louca), quero ir adiante com Anne Frank, Vonnegut, sempre com esperança - isso é o mais difícil, largar o cinismo... (lendo Belos e Malditos, já começa falando sobre como o cinismo é a nova moda entre os jovens kkk).

top 5 improvisado

GRANDES ATUAÇÕES
(ordem cronológica)

1. louise brooks como LULU, a caixa de pandora, 1928.
mágica, mística.





2. vivien leigh como SCARLETT O'HARA, em ... E o vento levou, 1939.
Talvez nunca tenha existido uma combinação ator-personagem tão boa, tão forte, tão arrebatadora quanto a vivien fazendo a scarlett. depois de ver o teste de vídeo de outras candidatas, tenho uma certeza ainda maior... não tem comparação... é tipo uma coisa de encher os olhos.





3. katharine hepburn como Tracy Lord, Philadelphia Story, 1940.
é difícil escolher um filme da kate. ela tem muitas atuações fantásticas, tipo muitas mesmo. mas essa é daquelas que fazem vc morrer um pouco...






4. bette davis como baby jane, em o que terá acontecido com baby jane, 1962.
final de partir o s2. a joan crawford também destrói nesse filme, mas a bette davis tá inacreditável.



5. naomi watts como betty elms/diane selwyn, em mulholland dr, 2001.
amigos, sinceramente essa aqui apareceria nas cabeças de qualquer lista que eu fizesse. é tão bom que dói. só o olhar da betty chegando ao seu sonho já me mata. e depois, aquela agressividade e rispidez da diane, é de gênio.


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PILOTOS

Ok, resolvi me dedicar um pouco a pilotos de séries. Sem obrigação de continuar a ver depois, sei lá. Já tinha aqui o True Blood, série nova do Alan Ball, e daí peguei Doctor Who, Battlestar Galactica, Gossip Girl e o novo Barrados no Baile. Como Doctor e Battlestar são tipo ficção científica, não tive as manhas de ver ainda, eu penso e me dá uma preguiiiiça.

True Blood é inacreditável. Sério! Tem tanta bizarrice na série que você se pergunta se é uma GIGANTESCA BRINKS ou vai ter algo por trás. A trama da série é sobre vampiros, que depois da invenção de um sangue sintético resolveram assumir pra humanidade que existiam e “procurar seu lugar na sociedade”. Eles dizem que agora que não têm mais necessidade de beber o sangue das pessoas podem ficar de boa, hang out com geral. Mas claro que todos ficam com medinho, tem aquela coisa de ser pró ou anti vampiro... Afinal, eles vão deixar a “verdadeira natureza” de lado? O sangue sintético vai ser o suficiente? Vários deles não vão continuar a curtir chupar sangue de pessoas? Etc. Enfim, tem toda aquela nóia de grupos sociais em tensão, tipo X-MEN kkk.

Esse é o vampirão calado que a garçonete quer pegar

A protagonista não é vampira (man, só agora pensei na brinks porque ela é a Vampira dos X-Men, é a Anna Paquin que interpreta a moça). Ela é uma garçonete que pode ouvir pensamentos (sim). Menos o de um vampiro que entra no bar e ela se apaixona totalmente por ele de cara. Daí um casal tenta roubar o sangue do vampiro (que supostamente ajuda a rejuvenescer pessoas) e ela vai ajudar e tal... Tem uma mulher estranha que fica assistindo toda a cena e depois vira um cachorro (!). A garçonete, Sookie, tem um patrão apaixonado por ela, uma amiga que eu achei totalmente idiota (acredite, amiga, eu entendo seu inconformismo com o trabalho, mas o jeito que ela se demite é totalmente UGH, e ela é daquelas que realmente confundem grosseria com sinceridade). O irmão da Sookie enforca uma mulher sem querer durante o sexo... Isso depois deles assistirem uma sex tape desta mulher com um vampiro (tem uma coisa de que sexo com eles é fantástico blábláblá).

Sexo com vampiros, recomendado por todas as revistas


Não sei se já deu pra pegar o clima. Tem várias mini bizarrices, do tipo quando a Sookie vai ajudar o vampiro (que está preso por um ritual estranho, tipo com umas correntes quentes, bem leves, que devem retê-lo no chão) ela consegue jogar uma corrente pesadona no cara BEM CERTINHO, e com um punhalzinho de nada ameaça os dois... E logo no início a cena do supermercado é totalmente bizarra... Sem palavras, to assim.

Anna Paquin como Sookie

Acho que vou baixar o próximo hahaha.

Dude, o Alan Ball nunca esteve no meu altar particular de gênios da TV. Já disse e volto a dizer que pra mim a série mais overrated da televisão é Six Feet Under. Palavra de quem não conseguiu acabar de ver a primeira temporada. É pretensioso, cheio de uns psicologismos chatos, arrastado. Dispenso as boas atuações BEIJOS. Agora, ele ta voltando às telinhas com uma série que EXÓTICA é pouco para definir... Fiquem ligado nos próximos capítulos....

ps – essa porra ainda é da HBO. Mas, so far, que série da HBO eu amei? Acho Roma a coisa mais chata, e Sex and the City ok, mas não sou bem o público alvo, e coisas superproduzidas mas sem carisma como Carnivale? Etc. Tem tipo OS SOPRANOS, que é uma série superior.


O sangue sintético sai assim, nos mercados, tipo cerveja

UPDATE:

OK. 90210, o “novo Barrados no Baile”. Os “irmãos Walsh” da vez têm um elemento étnico: o menino é negro, adotado. Dessa vez o motivo da mudança é ficar próximo da avó, que está precisando. A avó é uma atriz rica, refinada, maliciosa, pertubada. O pai (o ator que fazia o pai de Jess em GG, voila, vai ser o novo diretor do colégio. A mãe, tipos, é produtora de moda ou uma porra assim.


Enquanto Dixon vai se encaixar nos esportes e no jornal (bem como Brendon, mas dessa vez é lacrosse), Annie quer entrar no teatro, que é dominado por uma moça que é viciada em drogas e não gosta da aproximação dela. Numas férias com a avó um tempo antes, Annie tinha ficado com um menino, Ethan, e tá meio na expectativa de encontrá-lo. Ela o vê no estacionamento e acena – só pra depois perceber que tem uma menina fazendo sexo oral nele. Pra embolar mais ainda, depois ela começa a hang out com uma riquinha, Naomi, que é namorada de Ethan. Ele é o completo protagonista inexpressivo, deus me livre. As ações da história vão levando pro desfecho de, no dia do aniversário de Naomi (Sweet sixteen) ela receber uma mensagem falando que Ethan está traindo. Eles brigam, se acertam, e você vê que a confusão vai rolar daí... Porque ta na cara que Ethan e Annie se gostam. Quando a história vaza (através da blogueira, que tem unfinished business com Naomi) ela não agüenta todo mundo comentando dela e ai PUFS, fim. Annie aumenta seu leque de opções e começa a flertar com Ty, o lead masculino da peça/musical.

Não sei se o Ethan fica melhor ou pior com esse cabelo...

Esse é o outro interesse romântico, Ty

Tudo acontece muito rápido, apesar de ser um episódio duplo... O pai de Annie e a mãe de Naomi namoravam na época do colegial e na festa ela diz que teve o filho que ele achava que ela tinha abortado – e ele foi dado para adoção. Tipo BN. Ainda tem aquela coisa de pais que punem e não dão grandes presentes mas amam os filhos e pais que dão carrões mas não atenção ETC. e adolescentes problemáticos cheios de daddy issues. meu deus, esse é o maior clássico de série com adolescente rico...

As brinks:

- Kelly agora é conselheira estudantil e tem seu filhinho, com uns 5 anos. O professor gatinho fica flertando com ela. Brenda aparece no final, na lanchonete do Nat (que ta velho né rs). É meio patético, se você pensar bem.

- Efeito anos 2000: todos são bonitos e magros. Algumas mães parecem ter 25 anos. Das estudantes, até a clássica “esquisita” que todo colegial que se preze tem – e que é apenas alguém com “personalidade” excluída pelas populares – é tipo modelete. A moça com personalidade, por sinal, é a que tem um blog a la gossip girl, que toda escola acessa. Quando Annie vai sentar com o que a "moça com personalidade" chama de as Bratz (meu deus, as bratz são mesmo a nova Barbie, que mundo é esse) a menina – que é irmã da Kelly - fica tipo chateada e posta um vídeo esculachando a nova aluna. Que é de Wichita, Kansas. O piloto tem essa sacada legal e se chama: We’re not in Kansas anymore. Sweeet. Depois ela vai se desculpar e ajudar Annie a entrar no grupo de teatro. Annie faz a que se dá bem com todos porque é honesta, correta, gente boa. Menos com a menina drogada do teatro, que por sinal é sma da Naomi – mas rouba a bolsa dela pra pagar dívida com traficante...

- Trilha sonora é boa, tem Coldplay novo, a já clássica Time to Pretend do MGMT, Tilly and the Wall, a música boa da Adele.

- O Rob Thomas ta envolvido BEIJOS.

Nova protagonista


Ai, que confusão. Num resuminho, achei que as coisas têm um ritmo meio estranho, a moça que faz a Annie tem uma cara de paisagem e de fato não tem nada bombástico, mas também não é BOMBA, dá pra ver. Acho que vou continuar assistindo mais um pouquinho.

Ainda to nessas de série teen. finalmente vou assistir gossip girl e resolvi assistir laguna beach - pq quero assistir the hills.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

alô blog

em ano eleitoral, prometo que vou tentar prestar mais atenção nessa joça, postar mais, essas coisas.

q

to tentando fazer uma lista com aquelas "verdades da vida" generalizantes, tipo "quem não gosta de samba, bom sujeito não é". é obviamente inútil, mas eu adoro tralha&inutilidades no geral... eu me dou muito mal nessas listas sempre pq é óbvio que sempre tem exceção... mas que é complicado para mim entender alguém decente que não goste, tipo, digamos, do jens lekman, é. o que tem para não gostar no jens lekman? ou na julie andrews??? fica essa reflexão.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

comentários aleatórios sobre a corporeiradade dos livros (q)

"early in the morning, late in the century, cricklewood broadway"

achei esse início do white teeth, da zadie smith, apaixonante. finalmente botei minhas mãos nele, numa edição bonita da penguin books. bonita não, linda! e que saiu por r$30, bem melhor que os preços salgados da companhia das letras... depois passsei na seção de pockets e fica novamente a reflexão: por que aqui no brasil as edições baratas são tão caras? a l&pm só sai na faixa de r$10 se o livro for bem fininho. é um absurdo pagar r$23 num pocket! (crack-up do fitzgerald). no caso da l&pm pelo menos eles editam coisas que tão fora a tempos, vc só acha lá (o caso do fitz por exemplo). mas e a martin claret?? só livros batidos, "clássicos" no sentido mais arcaico da palavra, e aquela diagramação de doer de feia... as capas genéricas horríveis... até nisso o brasil sai perdendo... a barnes&nobles lança sua linha barata com capas genéricas tb, papel áspero, mas tem muita dignidade. e comprei hoje collected poems da emily dickinson por r$11! a linha de pockets da penguin é meio feia também (e do tipo que o livro "abre" todo depois que vc lê uma vez), só o da penguin classics que tem uma beleza sóbria, a capa toda verde, é bem bonito. no brasil a melhorzinha é a companhia de bolso ( quer dizer, ainda prefiro a l&pm pq apoio muito a iniciativa, mas o padrão de qualidade é só ok e os preços tão salgados), mas os valores são muito altos, não dá... ainda tem a saraiva de bolso que pelamor... tem uns que têm até o preço desenhado na capa, o quão o fim é isso??? não achei a variedade grandes coisas, o preço tb não (bom dia tristeza é tipo finão e sai por r$19). pra quem lê em inglês nada melhor que aproveitar esses livros da sessão de importados... esses da penguin, sem ser pocket, saem na faixa de r$25, r$30, que e um valor digno. é muito bonito, até a diagramação das páginas, tem uma leveza mágica, a constituição é ótima (não sei explicar direito isso, é só o jeito que o livro é, isso importa muito pra mim), tranks de ler... e acho ótimo o jeito que a penguin divide seus lançamentos: azul claro para "big ideas", verde para mistério, laranja para "fantastic fiction", rosa para terras longínguas (heheh), azul escuro para histórias reais e violeta para pontos de vista.

a zadie smith é laranja.

domingo, 20 de julho de 2008

making of - gone with the wind



parte 1: fala do contexto de guerra durante a produção do filme, que começou a preocupar selznick em 1936... fala da mgm e do selznick (destaque: ana karenina com a garbo, papel que viven leigh ia repetir no futuro). selznick começou trabalhando pro sogro (louis b mayer) e depois fundou sua própria companhia, que produziu coisas como a star is born (a versão original, com judy garland). "he wanted to control everything", diz o documentário. depois chega na história de margaret mitchell, a autora do livro "gone with the wind", que conta como sua mãe falava da guerra civil e dizia para "colocar algo na cabeça que durasse".



O primeiro nome de Scarlett seria Pensy O'Hara, que só foi trocado quando o editor não gostou... Aparece um depoimento da Katherine Brown, que captava idéias para Selznick (e foi quem correu atrás da Ingrid Bergman na Suécia) falando que adorou o livro (leu o manuscrito enviado por um agente) mas que Selznick a priori não queria comprar, pois não tinha a pessoa certa para o papel principal e o valor era muito caro (acabou sendo o valor mais alto pago pelos direitos de um livro que ninguém conhecia ainda, na época, nem sequer tinha sido publicado). Logo de cara contrataram George Cukor (aparece um breve depoimento dele) para dirigir. Eu sinceramente nunca soube que o Cukor tinha sido o primeiro diretor de Gone With The Wind, só vi agora na bio da Vivien... Contrataram Sidney Howard para ser o roteirista principal, ele trabalhava a distância (ô beleza). O livro se tornou um best-seller e Selznick tentou trazer a Margaret pro filme mas ele dizia: eu escrevi o livro e isso é tudo BEIJOS (segura que o filho é teu). Ai veio a Scarlett O'Hara contest (rsrs): Bette Davis (q), Katharine Hepburn (faz um pouco de sentido, e, bom, o que a Kate não conseguia fazer??), Miriam Hopkins (de chorar), Margaret Sullavan (q), Joan Crawford (q) e Barbara Stanwyck (estranho...) Aparentemente, mais de 100 atrizes fizeram testes pra Scarlett (mostra uma lista rapidamente e o nome destacado é bem o da Paulette Godard). Eu sempre imaginei que o Selznick tava morrendo para achar uma atriz (bom, isso é verdade) e aí descobriu a Vivien Leigh, pois sempre via por aí todos dizendo que ela era ninguém, que estreou em Gone with the Wind, sendo que na realidade foi estréia apenas em Hollywood (tinha uma meia dúzia de filmes na Inglaterra) e ela era ninguém MAIS OU MENOS né... Tipo nos EUA. E também ELA QUE MEIO QUE FOI ATRÁS, tava bisesiva de fazer a Scarlett, e geral quando viu achou que ela era (e era) perfeita pro papel. bom, voltando. sugeriram por carta até a mestra MAE WEST... e um senhor sugeriu Vivien Leigh. Era uma mania nacional, incentivada por reportagens de um conhecido de Selznick. Kay Brown foi numa busca pelo Sul e em Hollywood os testes continuaram. Aí vem a parte maravilhosa desse documentário: TEM SCREEN TESTES!! Foram ao todo 32 atrizes que fizeram testes - tem até a Lana Turner! A maioria parece missplaced, a Paulette Godard foi a melhorzinha (a cena também não era das graaandes "I love you, Ashley). Ai pula pra escolha de Rhett. Segundo a secretária de Selznick, era unânime que deveria ser Clark Gable.



Segue falando de problemas com o roteirista Howard e o avanço nele... E como começou com 1h30 e foi aumentando... Opa! Chega na parte do William Menzies, o primeiro homem a receber o crédito de production designer na historia do audiovisual... Ele se propôs a fazer a 'complete script in sketch form', o que polpou muito dinheiro durante a realização do filme. Falam sobre sua viagem para o Sul, para transmitir o espírito do lugar para o filme e também da ajuda de um historiador, que trabalhou com Menzies e o diretor de arte. Selznick só foi pro Sul na premiere do filme (kkk). Passam alguns testes pro papel de Melanie, com uma cena que foi usada só pra isso... Andrea Leeds foi legal de Melanie... Nenhuma das testadas chamou atenção dos produtores. Paulette Godard estava na frente na disputa por Scarlett... Mostra que Jezebel, também um "filme sulista", trazia Bette Davis como protagonista e era como uma longa audição... Selznick estava gastando torreões e ainda faltava muita coisa (os protagonistas, por exemplo! Gable tinha que ser emprestado). A MGM sugeriu comprar o filme e ele ficar na produção, mas ele queria que o filme fosse feito por sua empresa... Era um sonho e uma aposta... Só precisava de mais dinheiro kkk A Warner sugeriu entrar no negócio, com dinheiro + Bette Davis + Errol Flyn. Acabou se acertando com a MGM, que entrou com o dinheiro pelo direito de distribuição.



Gable nao queria fazer o filme. O acerto para ele envolveu ajuda pro divórcio, dinheiro pra ex e uma semana de folga para casar com Carole Lombard (sim...). Paulette tava voando na frente. Em segundo lugar, Kate Hepburn (que para Selznick não era sexy). Aí fala um pouco da Paulette, seu caso com Chaplin, sua amizade com Selznick... E como tava meio pra ela, a parada.



OK. Nessa quinta parte começam falando de Vivien, seu passado, seus poucos filmes na Inglaterra. Ela lê o livro e fica obcecada por Scarlett, acha que combina totalmente com ela, e começa a se preparar, mesmo sem esperanças. Em 1937 Charles Morrison recomenda ela no filme Fire Over England. Selznick assistiu o filme e nem leu. Vivien começa seu caso com Laurence Olivier e quando ele vai pra Hollywood fazer O Morro dos Ventos Uivantes ela vai junto, e também assina com o agente americano dele, irmao de Selznick. Vivien e Marion Selznick se conhecem e ele resolve levá-la para ver o irmão. Estavam filmando Atlanta pegando fogo. O incêndio apareceria no filme e serviria para "limpar" o cenario para novas construções (idéia de Menzies). Scarlett e Rhett foram feitos por dublês. Depois da cena, Marion chegou pro Selznick e falou: Meet your Scarlett O'Hara. puffs.


Seguiam, então: Joan Bennett, Jean Arthur (me enterrem), Paulette Gordard e agora, por fora, Vivien. No natal, falaram para Vivien que o papel era dela. Em janeiro, as filmagens começaram. Leslie Howard foi escolhido para Ashley, apesar de ser meio velho pro papel. Ele nao estava muito interessado no filme, e para seduzí-lo usaram o fato de que sempre quis ser produtor, então ele foi produtor associado de Intermezzo: A Love Story (estreia de Ingrid Bergman em Hollywood, na qual Leslie era o partner dela). Ele nem leu o livro, nem sabia nada mais que suas falas kkk. Olivia de Havilland era a primeira escolha de Selznick, mas ela era da Warner e só conseguiu licença para fazer o filme pelo pedido da esposa de Jack Warner... Helda Hopper escreveu na sua coluna que era um absurdo depois de 2 anos de busca a escalada sequer ser americana! E falou que esperava que milhões de pessoas deixassem de ver o filme em protesto rsrs. Em seguida o documentário apresenta alguns problemas da produção com a audiência negra, a rotina de Vivien no estúdio (testes de roupa, maquiagem, 2hs treinando sotaque) e tambem a preocupação de Selznick com o caso de Vivien e Olivier. Ele colocou um segurança perto da casa dela para impedir que vissem e tirassem foto de Laurence entrando ou saindo, o que seria considerado danoso para a imagem do filme.


Depois Clark Gable chegou pros testes de câmera dele. Ele fala de seu medo de fazer um papel que todos conheciam muito (a esta altura do campeonato o livro era um best seller). Nessa parte comentam também da bagunça do script, gente indo e vindo (inclusive Scott Fitzgerald).




(TO BE CONTINUED)

UPDATE: como já deu pra ver, isso aqui vai demorar pra continuar... hoje quase comprei o box com 5 dvds do filme, mas minha irmã ficou me pertubando, querendo fazer a sóbria com dinheiro...

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