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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

deborah kerr & peter viertel




fiquei muito surpresa quando descobri, ontem, que o segundo marido da debora kerr tinha sido o peter viertel, filho da salka viertel, uma das melhores amigas (e mais exóticas) da greta garbo.

peter era o mais velho dos três filhos de salka, atriz e escritora nascida no império austro-húngaro, e do também escritor e diretor austro-húngar berthold viertel - os dois fugiram de hitler indo para os eua. veterano da segunda guerral mundial, peter publicou seu primeiro romance aos 18 anos, obtendo muitas críticas positivas. por ocasião do divórcio com sua primeira esposa, jigee, peter começou a escrever roteiros para hollywood, precisando da grana. ele cresceu em meio a artistas e pensadores como bertol brecht, thomtas mann e a própria garbo.

para ler mais sobre a vida dele e alguns episódios, recomendo essa matéria do NYT, por ocasião da morte do viertel. o que me chamou atenção pra história, além da relação com a inefável salka, foi o fato de que ele faleceu, de linfoma, 20 dias depois da deborah (que faleceu por complicações decorrentes do mal de parkinson). eu que acho meio chocante o johnny cash ter morrido alguns meses após a june e tals. kerr e viertel foram casados por 47 anos.

pensei na deborah também porque vi A UM PASSO DA ETERNIDADE, do famoso beijo abaixo, essa semana. deborah largou o cinema no final da década de 60, botando a culpa na violência e no sexo que começaram a invadir a sétima arte, o que eu acho uma gracinha (para uma senhora inglesa nascida em 1920 e tals), apesar de ser uma bobagem, mas voltou para fazer algumas coisas na tv na década de 80.


(e esse titulo sensacional das memórias da salka? THE KINDNESS OF STRANGERS)
(para ler a primeira página - e no site tem mais coisas - de white hunter, maior sucesso do viertel, vá aqui)

quinta-feira, 5 de março de 2009

the women, george cukor (1939)


o filme tem uma pegada feminista somente por abordar temas tabus - e é muito ácido em certos tratamentos. mas a conclusão final de que "a mulher apaixonada não tem orgulho" e o vale-tudo para salvar o casamento são estritamente tradicionais.

as personagens são estereótipos bem feitos - a esposa dedicada vivida muito bem por norman shearer, a amiga invejosa e fofoqueira fantástica da rosalind russell, a senhora excêntrica que vive casando/divorciando (ainda é francesa, claro!), e, claro, a amante rouba-marido, vivida pela joan crawford - cabelos uó.



as atuações são boas, o george cukor sabia mesmo dirigir mulheres. e é filme de mulher mesmo. começa numa clinica de fitness, um blablabla interminável, fofocas, não aparece nem se ouve a voz nem se vê uma foto de um homem - até os animais eram fêmeas, dizem.

o filme é divertido e bem feito e embora tenha retrato de vários tipos de mulher, acaba mesmo perpetuando a imagem de que as mulheres são víboras não confiáveis - para salvar o casamento não se deve ouvir as amigas, a mãe da protagonista chega a dizer. "conheço meu sexo".

Boo!

é uma pegação louca, todos chifrando, fofocando, sabendo daqui e dali... tem um quê de moderno, sim, claro, e como seria de se esperar foi refilmado, em 2008 - fiquei até curiosa para ver a annete benning fazendo a rosalind russell, deve ser DE CHORAR. a joan crawford, que fazia a bonitona sorrateira, foi replaced pela eva mendes, que faz a PLAIN HOT, o que tem seu valor, e a meg ryan protagoniza, isso que fode.

Joan Crawford, shopgirl

muitos bons momentos, dedico boa parte deles à sempre bem rosalind russell, que consegue se destacar num elenco que ainda tem a paulette goddard e a joan fontaine!


vale também uma menção honrosa aos créditos iniciais, que mostram cada atriz comparando a um animal, veja:


quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

top 5 atrizes clássicas (altos e baixos)

1) Ingrid Bergman
29 de agosto de 1915 – 29 de agosto de 1982
Sueca, virginiana. Casada por três vezes, teve quatro filhos: Pia, do casamento com um odontologista sueco, e Roberto, Isabella e Isotta (essas duas gêmeas) com o diretor italiano Roberto Rossellini.



Meu top 3:
1 ) Casablanca
2) Stromboli
3) Interlúdio

A Ingrid viveu o ápice e o declínio numa proximidade assustadora – e depois deu a famosa ‘volta por cima’, ainda que jamais tenha sido a mesma coisa. No início da década de 1940, ela era simplesmente a atriz mais bem paga e mais querida de Hollywood. Era casada com um homem de fora do showbusiness, tinha uma filha e uma vida em casa bastante sólida. E aí de repents se apaixonou pelo Rossellini, numa história total de filme, foi pra Itália, teve três filhos – e nem foi pra sempre! Tem essa história surreal do senador que queria a cabeça dela por “ser uma má influência” e na verdade também é uma história triste, não só de amor, porque teve um casamento desfeito e uma criança traumatizada. Eu adoro esse pedaço do Rossellini, acho muito interessante os choques culturais e como o amor pode surgir entre uma discreta sueca (embora na real a Ingrid nunca tenha sido esse paradigma da “geleira sueca” como, por exemplo, a Garbo foi) e um italiano temperamental. Os dois fizeram três filmes bonitos – um deles na verdade é simplesmente lindo – e também tiveram três filhos, então ta valendo. A Ingrid morreu de câncer no dia do aniversário dela, ladeada só pelo último marido (que já era ex na ocasião).

Screen Legend #4


2) Vivien Leigh
05 de novembro de 1913 – 07 de julho de 1967
Inglesa (nascida na India), escorpiana. Foi casada duas vezes e mãe de uma filha, Suzanne, do primeiro casamento.
Meu top 3:
1) ...E o vento levou
2) Anna Karenina
3) Uma rua chamada pecado

Depois que eu terminei de ler a biografia da Vivien fiquei num baixo astral danado. Tem muitas coisas legais, e ela tinha um lado boêmio, uma curiosidade intelectual saudável, curtia teatro e literatura, viveu uma história de amor, mas a nota era de tristeza. Ela teve uma carreira relativamente curta (do tipo, poucos filmes) e uma morte prematura. Teve um breakup de partir o coração com o Laurence Olivier. Sofreu de transtorno bipolar quase que toda a vida e passou uns quase 20 anos com tuberculose, que acabou por matá-la. Passou anos tentando ter um filho com Olivier e nada. Tinha dificuldade em se impor como atriz teatral – as opiniões variam, o Tynan foi do esculacho à ode. Sei lá. Leiam aí. Vocês vão ver que a Vivien sempre esteve atrás de algo e acho que não encontrou...

Ela era de uma família meio rica, bem educada, moça inglesa de boa procedência, refinada. É um tom tão diferente da Scarlett, meu bb, adoro as duas (e tinha essa obsessão escorpiana com o sexo, pena que a GRACE KELLY não entra num top 5 meu ou vcs veriam o que é a PERSONIFICAÇÃO de uma escorpiana clássica do sexo).

Screen legend #16


3) Katharine Hepburn
12 de maio de 1907 – 29 de junho de 2003
Americana, taurina, sem filhos, solteirona. Ponto não, vírgula! Ela teve um romance de 25 anos com o Spencer Tracy, que por ser católico não quis se divorciar da mulher, mesmo os dois não vivendo juntos. Quando o Tracy morreu, em ’67, a Kate ainda teve as manhas de NEM IR no enterro para deixar a esposa à vontade. Você pode pensar que isso é papinho machista e colonial e tal, mas acho fino e digno. A edição em DVD de Núpcias do Escândalo tem um documentário classe A sobre a Kate e ela falando do Spencer, da perda dele, é de deixar a gente tristão.


Meu top 3:
1) Núpcias do Escândalo
2) De repente no último verão
3) Levada da Breca

Eu conheci a Katharine Hepburn muito tarde. Antigamente, eu até achava que ela devia ser aparentada da Audrey, na época que a Audrey era musa, e blá blá blá. Em 2004, quando eu vi O Aviador, ela ainda era uma desconhecida para mim – interpretada pela Cate Blanchett, ela me parecia MUITO MAIS interessante que a Ava Gardner da Kate Beckinsale. Recuperei as anotações sobre esse filme outro dia. Apesar do seu ar intimidador, a Kate teve seus casinhos e super romances vida afora. Apesar de mil e um percalços, de ter perdido um irmão cedo, depois ter perdido o Spencer, de “ser só”, a vida dela, ao contrário da Vivien, sempre teve uma nota de alegria. OK, alegria não é bem a palavra. Era uma conformidade, sem conformismo, um jeito de saber pegar a vida pelos chifres, let it be. Morreu de velhice, na casa da família.

A personalidade forte certamente ajudava. A Kate era de uma família liberal muito interessante e sempre teve muita consciência de si. Ela queria ser atriz e se dedicou à isso e, vejamos, com grande sucesso. É a maior vitoriosa da história do Oscar (quatro). Recentemente, a AFI fez diversas listas sobre o cinema, inclusive das Screen Legends. Do lado feminino, a Kate levou, deixando uma interminável discussão youtube afora sobre quem era mais versátil, ela ou a vice, Bette Davis. Jesus sabe que eu adoro a Bette. Acho mara. E também não é bem questão de versatilidade entre as duas. A Bette fazia melhor essa galera com carão e era o tipo que mais davam para ela, também... A Kate também tinha um tipo. Mulher independente, coisa e tal. Mas já falei nesse blog: o que faz toda a diferença na Hepburn são as sutilezas e como ela pode pegar dois papéis que têm tudo para ser mais do mesmo e fazê-los de maneira diferente. É de chorar na frente da TV. Hoje em dia, racionalmente, já acho a Kate a maior atriz aí do cinema. No duro. Mesmo. Claro que eu ainda gosto mais da Ingrid (atriz excepcional e, essa sim, versátil pra caralho, apesar dos que querem dizer que só fazia a mocinha casta).

Screen legend #1


4) Greta Garbo
18 de setembro de 1905 – 15 de abril de 1990
Sueca, virginiana, sem filhos ou maridos (botando assim lado a lado vc vê que exagero a pessoa ser sueca e virginiana, no caso da Garbo isso pegou...)

Meu top 3:
1) Ninotchka
2) Love
3) Rainha Cristina

Eu sempre gostei da Garbo. Acho que é um dos maiores ícones do cinema (dessa lista aqui, a maior, no geral acho que só perde pra Marilyn e pra Audrey). Hoje em dia já tenho mais reticência com ela e alguns filmes, com toda aquela eloqüência e melodrama me parecem meio over. Ela tem muitas banalidades na filmografia e tals, algumas até bem incensadas, mas o fato é que por mais cafona que seja o filme ela nunca está mal. Ela pode estar, com aquele sotaque enlouquecedor, falando coisas uó em um tom estranho: a câmera amou essa moça de um jeito inédito, aqui essa máxima é real.

Alguns takes de filmes da Garbo fazem a gente morrer – são pura beleza. O Tynan no perfil sobre ela disse que “o que um homem vê bêbado em outras mulheres, vê sóbrio em Greta Garbo”. Mais pra frente no perfil ele fala também de como pairavam dúvidas sobre gênero e sexualidade sobre a atriz e compara com Marlene Dietrich e Kate Hepburn, para dizer que Garbo as transcende nesse aspecto.

Muito se disse sobre o mito que ela mesma ajudou a criar (não ajudamos sempre?) e de fato não acho que importa muito se ela era inteligente, gay, estúpida. É claro que me sinto atraída por essa mítica Garbo “i want to be alone” – e sim, ela fala isso no Grand Hotel. A Garbo tinha mil esquisitices e queria ficar sussa, como não relate com isso? Ela não largou a cena, apenas todos os ensaios para voltar deram errado. Sussa. Ela ficou vivendo aí, mítica, e um dia morreu por conta de uma pneumonia, banal assim.

Dizer que a Garbo é uma esfinge é um clichê, embrulhadinho de Natal para vocês. No final da contas, o Tynan diz que Garbo merece o reconhecimento por ter se mostrado para as câmeras como ninguém mais, mas recusa aceitar que ela tenha sido uma grande atriz, de fato. No fundo, talvez, ele tenha razão, mas ouso dizer: Who cares?

Vejam um trechinho bonito desse perfil:

“Um amigo hispanófilo me corrigiu; segundo ele, ‘garbo é a graça animal sublimada – a ostentação de um charme natural, aplomb contaminado por joie de vivre, inato, brioso, controlado, o atributo essencialmente feminino (mesmo em toureiros)’. Em suma, ‘garbo’ é Garbo sem a melancolia, sem intimações de mortalidade. A palavra descreve o embrião, a maiúscula inicial a investe de alma. É a diferença entre Gösta Berling e Ana Karenina”.

Screen legend #5


s2

QUINTO LUGAR

tá cruel aqui. Louise Brooks, Susan Hayward, Cyd Charisse, a maravilhosa Bette Davis? Gosto muito da Grace Kelly e simpatizo com a Rita Hayworth mas acho que essas, no momento, estão fora do meu top.

domingo, 20 de julho de 2008

making of - gone with the wind



parte 1: fala do contexto de guerra durante a produção do filme, que começou a preocupar selznick em 1936... fala da mgm e do selznick (destaque: ana karenina com a garbo, papel que viven leigh ia repetir no futuro). selznick começou trabalhando pro sogro (louis b mayer) e depois fundou sua própria companhia, que produziu coisas como a star is born (a versão original, com judy garland). "he wanted to control everything", diz o documentário. depois chega na história de margaret mitchell, a autora do livro "gone with the wind", que conta como sua mãe falava da guerra civil e dizia para "colocar algo na cabeça que durasse".



O primeiro nome de Scarlett seria Pensy O'Hara, que só foi trocado quando o editor não gostou... Aparece um depoimento da Katherine Brown, que captava idéias para Selznick (e foi quem correu atrás da Ingrid Bergman na Suécia) falando que adorou o livro (leu o manuscrito enviado por um agente) mas que Selznick a priori não queria comprar, pois não tinha a pessoa certa para o papel principal e o valor era muito caro (acabou sendo o valor mais alto pago pelos direitos de um livro que ninguém conhecia ainda, na época, nem sequer tinha sido publicado). Logo de cara contrataram George Cukor (aparece um breve depoimento dele) para dirigir. Eu sinceramente nunca soube que o Cukor tinha sido o primeiro diretor de Gone With The Wind, só vi agora na bio da Vivien... Contrataram Sidney Howard para ser o roteirista principal, ele trabalhava a distância (ô beleza). O livro se tornou um best-seller e Selznick tentou trazer a Margaret pro filme mas ele dizia: eu escrevi o livro e isso é tudo BEIJOS (segura que o filho é teu). Ai veio a Scarlett O'Hara contest (rsrs): Bette Davis (q), Katharine Hepburn (faz um pouco de sentido, e, bom, o que a Kate não conseguia fazer??), Miriam Hopkins (de chorar), Margaret Sullavan (q), Joan Crawford (q) e Barbara Stanwyck (estranho...) Aparentemente, mais de 100 atrizes fizeram testes pra Scarlett (mostra uma lista rapidamente e o nome destacado é bem o da Paulette Godard). Eu sempre imaginei que o Selznick tava morrendo para achar uma atriz (bom, isso é verdade) e aí descobriu a Vivien Leigh, pois sempre via por aí todos dizendo que ela era ninguém, que estreou em Gone with the Wind, sendo que na realidade foi estréia apenas em Hollywood (tinha uma meia dúzia de filmes na Inglaterra) e ela era ninguém MAIS OU MENOS né... Tipo nos EUA. E também ELA QUE MEIO QUE FOI ATRÁS, tava bisesiva de fazer a Scarlett, e geral quando viu achou que ela era (e era) perfeita pro papel. bom, voltando. sugeriram por carta até a mestra MAE WEST... e um senhor sugeriu Vivien Leigh. Era uma mania nacional, incentivada por reportagens de um conhecido de Selznick. Kay Brown foi numa busca pelo Sul e em Hollywood os testes continuaram. Aí vem a parte maravilhosa desse documentário: TEM SCREEN TESTES!! Foram ao todo 32 atrizes que fizeram testes - tem até a Lana Turner! A maioria parece missplaced, a Paulette Godard foi a melhorzinha (a cena também não era das graaandes "I love you, Ashley). Ai pula pra escolha de Rhett. Segundo a secretária de Selznick, era unânime que deveria ser Clark Gable.



Segue falando de problemas com o roteirista Howard e o avanço nele... E como começou com 1h30 e foi aumentando... Opa! Chega na parte do William Menzies, o primeiro homem a receber o crédito de production designer na historia do audiovisual... Ele se propôs a fazer a 'complete script in sketch form', o que polpou muito dinheiro durante a realização do filme. Falam sobre sua viagem para o Sul, para transmitir o espírito do lugar para o filme e também da ajuda de um historiador, que trabalhou com Menzies e o diretor de arte. Selznick só foi pro Sul na premiere do filme (kkk). Passam alguns testes pro papel de Melanie, com uma cena que foi usada só pra isso... Andrea Leeds foi legal de Melanie... Nenhuma das testadas chamou atenção dos produtores. Paulette Godard estava na frente na disputa por Scarlett... Mostra que Jezebel, também um "filme sulista", trazia Bette Davis como protagonista e era como uma longa audição... Selznick estava gastando torreões e ainda faltava muita coisa (os protagonistas, por exemplo! Gable tinha que ser emprestado). A MGM sugeriu comprar o filme e ele ficar na produção, mas ele queria que o filme fosse feito por sua empresa... Era um sonho e uma aposta... Só precisava de mais dinheiro kkk A Warner sugeriu entrar no negócio, com dinheiro + Bette Davis + Errol Flyn. Acabou se acertando com a MGM, que entrou com o dinheiro pelo direito de distribuição.



Gable nao queria fazer o filme. O acerto para ele envolveu ajuda pro divórcio, dinheiro pra ex e uma semana de folga para casar com Carole Lombard (sim...). Paulette tava voando na frente. Em segundo lugar, Kate Hepburn (que para Selznick não era sexy). Aí fala um pouco da Paulette, seu caso com Chaplin, sua amizade com Selznick... E como tava meio pra ela, a parada.



OK. Nessa quinta parte começam falando de Vivien, seu passado, seus poucos filmes na Inglaterra. Ela lê o livro e fica obcecada por Scarlett, acha que combina totalmente com ela, e começa a se preparar, mesmo sem esperanças. Em 1937 Charles Morrison recomenda ela no filme Fire Over England. Selznick assistiu o filme e nem leu. Vivien começa seu caso com Laurence Olivier e quando ele vai pra Hollywood fazer O Morro dos Ventos Uivantes ela vai junto, e também assina com o agente americano dele, irmao de Selznick. Vivien e Marion Selznick se conhecem e ele resolve levá-la para ver o irmão. Estavam filmando Atlanta pegando fogo. O incêndio apareceria no filme e serviria para "limpar" o cenario para novas construções (idéia de Menzies). Scarlett e Rhett foram feitos por dublês. Depois da cena, Marion chegou pro Selznick e falou: Meet your Scarlett O'Hara. puffs.


Seguiam, então: Joan Bennett, Jean Arthur (me enterrem), Paulette Gordard e agora, por fora, Vivien. No natal, falaram para Vivien que o papel era dela. Em janeiro, as filmagens começaram. Leslie Howard foi escolhido para Ashley, apesar de ser meio velho pro papel. Ele nao estava muito interessado no filme, e para seduzí-lo usaram o fato de que sempre quis ser produtor, então ele foi produtor associado de Intermezzo: A Love Story (estreia de Ingrid Bergman em Hollywood, na qual Leslie era o partner dela). Ele nem leu o livro, nem sabia nada mais que suas falas kkk. Olivia de Havilland era a primeira escolha de Selznick, mas ela era da Warner e só conseguiu licença para fazer o filme pelo pedido da esposa de Jack Warner... Helda Hopper escreveu na sua coluna que era um absurdo depois de 2 anos de busca a escalada sequer ser americana! E falou que esperava que milhões de pessoas deixassem de ver o filme em protesto rsrs. Em seguida o documentário apresenta alguns problemas da produção com a audiência negra, a rotina de Vivien no estúdio (testes de roupa, maquiagem, 2hs treinando sotaque) e tambem a preocupação de Selznick com o caso de Vivien e Olivier. Ele colocou um segurança perto da casa dela para impedir que vissem e tirassem foto de Laurence entrando ou saindo, o que seria considerado danoso para a imagem do filme.


Depois Clark Gable chegou pros testes de câmera dele. Ele fala de seu medo de fazer um papel que todos conheciam muito (a esta altura do campeonato o livro era um best seller). Nessa parte comentam também da bagunça do script, gente indo e vindo (inclusive Scott Fitzgerald).




(TO BE CONTINUED)

UPDATE: como já deu pra ver, isso aqui vai demorar pra continuar... hoje quase comprei o box com 5 dvds do filme, mas minha irmã ficou me pertubando, querendo fazer a sóbria com dinheiro...

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Now playing: Blonde Redhead - 23
via FoxyTunes

quinta-feira, 12 de junho de 2008

centenário bette davis

a bette davis nasceu em 5 de abril de 1908, e sabe-se lá porque foi organizada uma mostra em homenagem a ela apenas agora em junho; de 6 a 12 de junho, na sala alexandre robatto, entrada franca. todos os dias foram exibidos os mesmos filmes; eu fui ontem com aline e vi os três seguidos, intervalo de 1 hora entre cada, uma espécie de mini maratona.

os filmes são todos da década de 30, são filmes menores e tal, mas marcam o início da carreira de sucesso da bette na warner (antes disso, teve 2 anos de pontas na universal).

servidão humana, de 1934, fez bastante sucesso na época e foi a primeira vilã da carreira de davis e sua primeira indicação ao oscar. o filme, baseado em um romance de somerset maugham, é protagonizado por bette e leslie howard, o famigerado ashley wilkes de ...e o vento levou. bette faz uma escrota que se aproveita da inocência do médico noob vivido por leslie howard, que volta pra ele quando tá na pior e depois dá o fora. infelizmente, essa cópia era a de pior qualidade, convertida de um vhs, e o filme em si tem um ritmo meio estranho, muito entrecortado, muito resumão.
como painted veil, também do maugham, hoje em dia daria uma adaptação daquelas que investem bastante nas sutilezas e na fotografia... é um bom filme e o dos três o de maior valor histórico.

a floresta petrificada, de 1936, trouxe novamente a colaboração de bette com o leslie howard e bogart (os dois estrearam num filme da universal, the bad sister, de 1931); bette é uma garçonete cheia de sonhos que vive no deserto do arizona; leslie howard um intelectual que está viajando de carona vai parar ali; aliás, todo mundo vai parar ali... bogart é um bandido procurado, mantee, que mantém todos reféns na lanchonete. o filme é muito de diálogo, se passa quase todo na lanchonete, tem 1 fake cenário do deserto muito brinks (adooooro), só que é o mais fraquinho... o leslie howard é tipo meio mala né. carisma zero.
mulher marcada, de 1937, é um filminho sussa, gostoso de ver, bette davis fazendo a puta hehehe, o bogart é um detetive de polícia querendo pegar o chefão do crime para o qual bette trabalha, tem investigação, suspense, pedacinhos de filme de julgamento... bem bacana.

enfim, foi uma boa iniciativa, apesar de no todo faltar um pouco de mojo nos filmes... dessa mesma primeira fase na warner, nos anos 30, podiam ter passado dangerous, seu primeiro oscar, ou jezebel, que iniciou o mito, nunca vi os dois. aliás, nunca tinha visto a bette tão novinha, esguia
e até bonitinha, no primeiro filme (mulher marcada) até levei um sustinho, to mais acostumada com o CARAO.

e n'a floresta petrificada ela ainda tá muito verde, fazendo a mocinha sonhadora, é bom de ver.

ah, deus que guarde a bette num bom lugar... só por BABY JANE ela já merece todos os louros do mundo.

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Now playing: The Beatles - Roll Over Beethoven
via FoxyTunes

terça-feira, 25 de março de 2008

boêmio encantaor & a levada da breca

em certo sentido, depois de ver o fabuloso the philadelphia story esses dois filmes são anticlimáticos. BOÊMIO ENCANTADOR começa sugerindo uma coisa e meio que se perde. kate hepburn sempre faz o papel de rica, refinada, de personalidade forte, com algo de excêntrica. a atuação dela é muito sutil, porque se você pegar a Tracy de TPH e a repórter do seu primeiro filme com Spencer Tracy (juro que esqueci o nome agora), bom, a espinha dorsal é a mesma e podia ser mais do mesmo, mas ela se baseia nas sutilezas. e ela trabalha muito bem com vozes também (aquela voz anasalada casa bem com uma excêntrica). cary grant lindo em todos os filmes (charmoso, I mean). um gentleman, boa vida e sem apertos, um não noob, em TPH. um homem comum em Boêmio (título pointless, por sinal) e um nerd atrapalhado em Bringing Up Baby (Levada da Breca). A atuação dele, apesar de meio forçada, tá legal e tal. O filme é uma comédia dessas que suprimem a razão, não faz o meu número, mas é válido (confusões e coisas assim, não importa o enredo, só talk talk talk). Se Cary e Kate têm química? Bom, eles ficam bem juntos (torci por ele em PS, J. Stewart indecentemente com cara novo e totally presunçoso), sempre nos trinques - mas again, Cary lindo, todas ficam bem ele, FATO. A verdade é que acho Kate a mais pura assexuada. Não tem muita graça ninguém pegando ela, nem imagino SEXO COM KATE HEPBURN.




a atuação do cary é meio nervosa - em bringing up baby -, cheia de tiques e coisas assim. acho que prefiro a dela, no final das contas, mas é uma dupla de atores e tanto. revi metade de notorious por esses dias e derreto com o cary nesse filme - e a ingrid, bjs morri.

terça-feira, 11 de março de 2008

breve post

a biografia da rita é tipo das piores, até nesse nível baratinha e tal. mas é leitura sussa, rápida e até certo ponto informativa, então ok. depois de terminar o livro fique OK, rita tá meio fora do meu panteão, mas ela parece tão desinteressante que até despertou um certo apreço... finalmente conheci a faceta dançarina dela, e é isso que conta realmente né, os filmes. COVER GIRL é ok, e só ok. o figurino é todo errado, o cabelo é o mais puro estranho, os números musicais são simpatiquinhos. YOU WERE NEVER LOVELIER já dá uma elevada na coisa, números agitados, "românticos", p&b, roupas bonitas, o penteado ajeitado. a rita é muito graciosa, ela tem realmente o dom da dança (e do sapateado), tá lá se acabando e fazendo parecer a coisa mais simples do mundo, como a gente dá um passo ela desanda a dançar. ela está muito bonita em you were..., mas não chega àquela coisa de prender-respiração de GILDA (chegou alguma vez? nunca vi). a verdade é que ainda prefiro a cyd, essa realmente lançou um FEITIÇO em mim (por sinal, a rita tem as pernas bonitas também e é relativamente alta, todas pareciam assim em cover girl - segundo a biografia eram todas modelos, de fato).

fico me perguntando com um quê de amargura porque os projetos do gene ficam sempre parecendo cilada quando comparados com os do fred... fred simplesmente fez A RODA DA FORTUNA com cyd, isso é tipo TOPO (e meias de seda não é de se jogar fora também ein). quando fui assitir BRIGADOON tava cheia de exectativa. era minnelli também, cyd e gene, mas o filme é totalmente equivocado, cafona, o minnelli se excedendo do pior jeito... enfim, o filme é RUIM, você pode salvar 1 número musical (nos campos, ele atrás dela) e jogar o resto fora. é o pior minnelli que já vi.

daí vem a rita, há tempos querendo ver cover girl, e o filme é ok tals, mas you were never lovelier bate fácil, fácil. e you'll never get rich parece ainda melhor.... o fred escolhia os projetos melhor que o gene? NÃO SEI. ainda acho que nada que o fred fez pode se comparar à graça de cantando na chuva (me apx de um jeito inédito pelo gene nesse filme), embora seja difícil comparar as cores, a leveza e o tom grandioso, ao mesmo tempo, de cantando na chuva com o simples e compacto picolino, por exemplo.

ps - acabei a biografia dos beatles e tá naquele tipo da carmem, bem pesquisado, bem escrito, um pouco devagar demais no início (ieieie, beatlemania, alemanha) e apressa um pouco o passo na parte do final (os discos "arte"). mas é bem boa, ela acaba com o fim dos beatles e você fica querendo que tivesse continuado, que seguisse a carreira do paul, o circo do john, ringo, meu bb george... o que vem depois ele dá conta em um epílogo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

eu já sabia que o grande sucesso da kate bush chamava "wuthering heights". eu também sabia que ela era um clássico das cantoras-compositoras e foi isso que me levou a buscar um disco dela (o aclamado hounds of love). oi, não fez muito a minha. achei primórdio da tori amos. a voz, o tom, me desagradou um pouco, e achei meio datado. fiquei de ouvir com mais cuidado, o que nunca fiz, perdi o cd quando hd estragou, e só agora resolvi correr atrás de novo. só que resolvi pegar o primeiro, the kick inside. "wuthering heights" está nesse cd. as principais observações continuam valendo (não me agrada muito a voz dela e acho o som algo datado), mas dessa vez gostei mais. depois dessa incursão pela discografia do bruce springsteen, acho que estou lidando melhor com o instrumental que me lembra outra época (geralmente 80s mesmo...) - não consegui por isso de um modo melhor... a kate bush ainda tem algo que me lembra a joanna newsom (oi, morri). mas, bem, eu fui ouvir o disco de peito aberto, e sem conhecer muito da trajetória nem nada dela, e não sabia que constantemente ela se influencia por filmes, músicas, livros etc... quer dizer, imaginava que "wuthering heights" não poderia ser outra coisa que não uma referência ao livro, mas fiquei meio chocada com o quão descaradamente explícita a música é. logo depois, caí de amores, porque não tem como não gostar de uma música sobre os morros dos ventos uivantes, e a letra capta bem e tudo, mas sempre fico cantando e rindo, restou algo de uma incredulidade engraça que não condiz com o estado de espírito da estória de heathcliff e cathy...

Wuthering Heights

Out On the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me
When I needed to possess you?
I hated you, I loved you too

Bad dreams in the night
They told me I was going to lose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights

Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window

Oh it gets dark, it gets lonely
On the other side from you
I pine alot, I find the lot
Falls through without you
I'm coming back love, cruel Heathcliff
My one dream, my only master

Too long I roam in the night
I'm coming back to his side to put it right
I'm coming home to wuthering, wuthering
Wuthering Heights

Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window

Ooh let me have it, let me grab your soul away
Ooh let me have it, let me grab your soul away
You know it's me, Cathy

Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold, let me in in-a-your-window
Heathcliff, it's me, Cathy come home
I'm so cold

Foto do filme O Morro dos Ventos Uivantes, a versão com o Laurence Olivier (curto muito), de 1939. Essa versão se destaca justamente pelo Laurence, que está brilhante no papel de Heathcliff, mas essa moça que faz a Cathy (esqueci o nome) é totalmente dispensável e irritante. O filme tem muitas elipses que não prejudicam a estória, só falta um pouco mais de força, no final das contas... o filme tem outras três versões (uma inclusive feita pela mtv, rs) e teve até telenovela baseada nele também... o que é uma estória imortal, não é mesmo, minha gente?

agora se liguem no estilo do clipe:

quinta-feira, 19 de abril de 2007

segunda-feira, 26 de março de 2007

A noviça rebelde



O filme é longo como ...E O Vento Levou, mas ao contrário desse parece menos apressado. ... E O Vento Levou, afinal de contas, vara anos, acompanhando boa parte da vida de Scarlett. Mas não quero com isso dizer que EOVL é corrido; acho, pelo contrário, que é o ritmo d'A Noviça Rebelde que é um pouco inconstante.

O filme já começa com uns três minutos dedicados a exibir a paisagem... Matas, montanhas, lagos (o filme foi feito na Áustria, em partes, em Salzburg, terra de Mozart). Um take lindo mostrando a cidade. Tudo lindo e tals, mas parece um prelúdio. Da cidade vai girando, chega numa colina, a música incidental chega ao seu ápice, a câmera vai fechando e vemos Julie Andrews girando, girando. Essa é uma das minhas cenas favoritas do cinema. Acho demás.

Depois de cantar The Sound of Music (título original do filme), ela ouve os sinos do convento, se percebe atrasada e sai correndo. Uma explosão de energia.

Entram os créditos, com cenas da cidade de fundo. É quase turístico. Ou então: veja, saímos dos estúdios, estamos caprichando nesse aqui.

Logo estaremos acompanhando a estória de Maria, noviça que sempre acaba se envolvendo em problemas (explicados no delicioso número musical executado pelas feiras, How do you solve a problem like Maria). Para tentar ajudá-la a compreender se seu futuro está realmente no convento e também ajudar uma família, a madre chefe a encaminha para a casa de um capitão do mar, no papel de governanta.

Daí entra em cena a clássica história da babá amorosa e criativa que derruba as barreiras das crianças magoadas e mimadas (de maneira um pouco didática, acho, tudo cheio de pingos no is). Claro que depois ela conquista o rígido viúvo, pai das crianças. E aí, depois de um intervalo, vem a segunda parte, sobre a ascenção do nazismo e a necessidade de fuga da família, que se recusava a hastear a suástica em lugar da bandeira nacional. A quebra do ritmo é forte. Parece muito, e é, parte 1 e parte 2, quase que dois filmes diferentes. Só que a segunda parte é menor. Enfim.

O filme é recheado de números musicais e, apesar de preferir Mary Poppins, acho que Julie Andrews está bem melhor neste. Maria, que tem um quê de selvagem, ganha um ar de candura muito agradável com sua atuação. Eu adoro a Julie Andrews. Quando ela está indo para a casa do capitão, primeiro sai triste e desconfiada. Se pergunta porque não está feliz, com seu futuro aberto, diante de si... E vai melhorando, ganha ânimo, e logo está cantando muito no caminho, dançando, é demás; ela tem confiança em si, na luz do sol, na chuva, na primavera que vai chegar... Tem confiança de que tudo que precisa está nas suas mãos, tem confiança nessa confiaça... Acho extasiante.


Acompanhe:

I have confidence, the world can all be mine
They'll have to agree I have confidence in me
I have confidence in sunshine
I have confidence in rain
I have confidence that spring will come again
Besides which you see I have confidence in me
Strength doesn't lie in numbers
Strength doesn't lie in wealth
Strength lies in nights of peaceful slumbers
When you wake up, wake up!
It's healthy
All I trust I leave my heart to
All I trust becomes my own
I have confidence, in confidence alone
(Oh help........)
I have confidence, in confidence alone
Besides which you see I have confidence in me


Na segunda temporada de Gilmore Girls, quando Jess chega a Stars Hollow, ele vai dar uma volta para conhecer a cidade. Ao por os pés para fora, olha desanimadamente. E começa a tocar This is Hell, do Elvis Costello ("this is hell, this is hell, I'm sorry to tell you/ It never gets better or worse"). Lá pelas tantas, Elvis canta, se sentindo bullyng pelo mundo: "My Favourite Things are playing, again and again/ But it's by Julie Andrews and not by John Coltrane"...

Eu prefiro a versão da Julie e ontem, revendo o filme pouco antes de pegar no sono, me perguntei o que isso queria dizer.

Vídeo o pedaço do How Do You Solve A Problem Like Maria (na real chama só Maria)

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

ainda sobre músicas e estrelas...


Estava eu bestando no last fm,vendo nos charts quais artistas mais haviam “crescido” nessa semana (The God, The Bad and The Queen, mais uma superbanda na área) quando me deparei também com a faixa que mais subiu em quantidade de execuções, e era uma chamada Grace Kelly, de um tal de MIKA. As tags eram pop, funny e coisas assim e eu resolvi baixar.

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Me lembrei do meu post sobre músicas que falam de atores, e sei que só arranhei a superfície. Agora, mesmo, já tem essa, uma do Long Blondes e até mesmo Vogue, que por algum motivo esqueci de comentar (ainda que os atores/atrizes só sejam citados no final da música).
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Testei na louca por Grace Kelly no soulseek. Achei a do Eels, achei a própria Grace cantando com Bin Crosby em Alta Sociedade, achei o MIKA e ainda mais duas, uma delas de punk!
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Aparentemente, essa música foi o estouro de MIKA. Achei uma entrevista em que ele fala sobre como se sentia irritado com as pessoas tentando fazer com que ele escrevesse músicas que não eram realmente “ele mesmo”. E aí ele jogou sua raiva nessa canção, mandou pra várias dessas pessoas (do meio musical) e ninguém respondeu. E a canção acabou estourando. Nessa música existem trechos de um filme da atriz, citação a um Freddie (imagino que o Mercury). Vi o Thiago Ney comentando o Mika como próxima sensação:
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Mika. De novo ele. O pianista pop prodígio de 23 anos, nascido no Líbano e radicado em Londres, está sendo levado por caminhos já conhecidos de gente como Strokes, Lily Allen e Arctic Monkeys.
Os jornais britânicos estão loucos com o figura, cuja música (e voz) é uma mistura de Prince, Elton John, Freddie Mercury e disco music. A última veio do ‘Independent’, para quem Mika será a ‘sensação pop do ano que vem’. Esse ‘ano que vem’ é 2007 -a reportagem foi publicada em 31 de dezembro de 2006.
O disco de estréia, ‘Life in Cartoon Motion’, sai em março, inclusive no Brasil. Vá ao www.myspace.com/mikamyspace e ouça as sensacionais ‘Grace Kelly’, ‘Billy Brown’ e ‘Relax, Take it Easy’."
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Fica aí a dica, a música é legal mesmo.
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Eu nunca pensei numa Grace Kelly triste, ainda que em face de como sua vida terminou, não falo nem do acidente, pudesse ser encarada como melancólica.
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Grace Kelly
Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?
I could be wholesome
I could be loathsome
I guess I’m a little bit shy
Why don’t you like me?
Why don’t you like me without making me try?
I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
I’ve gone identity mad!
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don’t you like me?
Why don’t you like me?
Why don’t you walk out the door!
How can I help it
How can I help it
How can I help what you think?
Hello my baby
Hello my baby
Putting my life on the brink
Why don’t you like me
Why don’t you like me
Why don’t you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on the shelf?
I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
I’ve gone identity mad!
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don’t you like me?
Why don’t you like me?
Why don’t you walk out the door!
Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don’t you like me?
Why don’t you like me?
Why don’t you walk out the door!
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Essa outra é da banda Piebald, que é bem ruim, por sinal. Não pretendo ouvir nunca mais, hahahaha. É bem chatinha, enfim, e os filmes da Grace nem tinham um padrão assim...
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Grace Kelly With Wings

That's more than a dress it's a Grace Kelly movie
You can see my benefit
Leave it on my doorstep or on my windowsill
I've got to take care of it, I've got to water it
You can light the candle while I get the lights
The cactus needs more light we've got to take care of it
That's more than a dress that's a Grace Kelly movie
Dressed up to the nodes' we'll make our grand entrance
With prickers in our fingers we tried to take care of it
We can't work like this and on she said
That's more than a dress you can see my benefit, yeah (x2)
That's more than a dress throw caution to the wind, yeah (x2)
And you've got the sexy legs
And that's more than a dress you can see my benefit
And you can see my (x3)
And thats more than a dress, you can see my benefit
And you can see my (x3)
And so my feet got cold
So I put my socks on, now im back on track
I just might take your ?
So what if it’s in my eyes (x3)
Leave it on my doorstep or on my window sill
With prickers in our fingers we try to take care of it
And that's more than a dress, that's a Grace Kelly movie
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Acho que essa fala do acidente? Não sei. Essa é uma banda alemã de punk... Ainda que a música seja mais levinha, mais pra pop-rock.
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Die Ärzte - Grace Kelly
Es war in Monaco letztes Jahr
Ich strich ihr zärtlich über's Haar
Sie sah auf die Uhr, dann sah sie mich an:
"Es ist schon spät, ich muß zurück zu meinem Mann!"
Und ich ließ sie gehen.
Warum habe ich sie gehen lassen?
Dafür werde ich mich immer hassen.
Ref.
Grace Kelly, paß auf, in der Kurve lauert der Tod.
Grace Kelly, paß auf, in der Kurve lauert der Tod.
So fuhr sie davon, und sie war so schön!
Ich hab' sie als letzter noch lebend gesehen....
Sie winkte noch einmal mit der linken Hand,
bevor sie um die nächste Kurve verschwand.
Und das Volk weinte mit mir.
Grace Kelly, verlaß mich nicht
Wie soll ich leben ohne Dich?
Ref.
Grace Kelly paß auf..
_
Ficou meio especial Grace Kelly, mas pra fechar, vamos de Long Blondes e Madonna, sem mais delongas.
_
Edie Sedgwick, Anna Karina, Arlene Dahl
por The Long Blondes
Como não achei uma foto bonita da Edie tipo portrait, não resisti a colocar essa, com o Andy.
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Anna Karina
_

Arlene Dahl
_
Lust In The Movies
A svelte young man, eighteen lovers to his name
And if the rumours are true then eighteen lovers came crawling back again
I don't feel well, I've got this rattling in my chest
The doctor said that I should give you up because I'm clinically obsessed
In the movies, you're in the movies
You're "in the movies" and you don't want to know me
But I know all about fear and desire, I know all about lust etc
Edie Sedgwick
Anna Karina
Arlene Dahl
I just want to be your sweetheart
A sweet young girl, dressed to the nines in cacharel
I'm under the weather, my heels click together and following her is hell
I feel quite ill, I've got this rattling in my chest
The doctor said that I should give it up, I need to get some rest
So never never never try to tell me it's a pleasure being alone
All I have here with me are the records and the books that I own

nag nag nag
nag nag nag
nag nag nag
NAG NAG NAG...

Bette Davis, Monroe, Brando etc
por Madona
Pra não encher de foto, escolhi a Bette Davis...
_
Vogue
What at you looking at?
Strike a pose
Strike a pose
Vogue, vogue, vogue
Vogue, vogue, vogue
Look around everywhere you turn is heartache
It's everywhere that you go [look around]
You try everything you can to escape
The pain of life that you know [life that you know]
When all else fails and you long to be
Something better than you are today
I know a place where you can get away
It's called a dance floor, and here's what it's for, so
CHORUS:
Come on, vogue
et your body move to the music
[move to the music]
Hey, hey, hey
Come on, vogue
Let your body go with the flow
[go with the flow]
You know you can do it
It makes no difference if you're black or white
If you're a boy or a girl
If the music's pumping it will give you new life
You're a superstar, yes, that's what you are,you know it
Come on, vogue
Let your body groove to the music
[groove to the music]
Hey, hey, hey
Come on, vogue
Let your body go with the flow
[go with the flow]
You know you can do it
Beauty's where you find it
Not just where you bump and grind it
Soul is in the musical
That's where I feel so beautiful
Magical, life's a ball
So get up on the dance floor
CHORUS
Vogue, [Vogue]
Beauty's where you find it
[move to the music]
Vogue, [Vogue]
Beauty's where you find it [go with the flow]
Greta Garbo, and Monroe
Dietrich and DiMaggio
Marlon Brando, Jimmy Dean
On the cover of a magazine
Grace Kelly; Harlow, Jean
ture of a beauty queen
Gene Kelly, Fred Astaire
Ginger Rodgers, dance on air
They had style, they had grace
Rita Hayworth gave good face
Lauren, Katherine, Lana too
Bette Davis, we love you
Ladies with an attitude
Fellows that were in the mood
Don't just stand there, let's get to it
Strike a pose, there's nothing to it
Vogue, vogue
Oooh, you've got to
Let your body move to the music
Oooh, you've got to just
Let your body go with the flow
Oooh, you've got to
Vogue
PS- to chegando nas da Marilyn Monroe. Dava pra fazer um blog só disso. Fica pra depois.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Garbo, direto do Petshop

Love

Love é uma livre adaptação do livro Ana Karenina, de Tolstoi. Feita em 1927, teria uma nova versão, falada, em 1935, com Garbo novamente no papel de Karenina (dentre outras versões). Realmente é difícil pensar na transposição daquele livre, denso, para um filme de 84 minutos, mudo. A história central permanece a mesma, assim como o caráter dos personagens, porém – assim como na versão que seria feita 8 anos depois – todo o pano de fundo sobre a Rússia rural some, assim como personagens secundários, para se concentrar somente no amor entre Vronski e Ana. Algumas mudanças acontecem para dar mais suspense à trama, como por exemplo a maneira que Ana e Vronski se conhecem, numa estalagem no meio do nada, em plena tempestade, um sem saber nada do outro… Isso depois de alguns minutos de filme em que Greta Garbo passou com o rosto coberto, apenas sugerido. Até que na estalagem de repente ela revela o rosto – e está lindíssima, reluzente… Algo na fotografia do filme faz com ela pareça mais luminescente do que em qualquer outro filme que eu tenha visto com ela.


Garbo empresta certa vulnerabilidade exigida pelo papel; Ana é sempre muito bivalente, meio fraca, cheia de dúvidas. Até mesmo a postura dos ombros, algo caída, desanimada, faz parte dessa composição. Além do quê, sempre enxergo certa melancolia em Garbo, que parece pular da tela diretamente para o telespectador que a observa…


John Gilbert, que chegou a ser noivo de Garbo na vida real (ela pulou fora do casamento), faz um Vronski meio almofadinha, com ferocidade e um quê de presunçoso. Tudo isso nos faz não ter muito apreço pelo personagem, apesar de certa impetuosidade simpática que aparece vez ou outra. Contra ele, ainda, um corte de cabelo dos mais ridículos que já vi e um bigodinho de porteiro. Grande parte dessas impressões, porém, sempre vêm com o Vronski, pra mim, desde a leitura do livro – ele é um personagem que transpira imaturidade. Pra mim, o amor de Ana sempre foi pra Vronski, em grande medida, uma extensão do seu ego.Porém, quando juntos, algo funciona entre os dois; os gestos parecem se complementar, como numa espécie de coreografia. É possível sentir algo no ar. E o primeiro beijo consensual dos dois é lindo, de encher os olhos, com movimentos perfeitos – se é que isso faz algum sentido, posto dessa forma.Cheguei até aqui sem ainda falar da história, por presumir que seja conhecida. Ana é casada com um nobre russo, Karenin, com quem tem um filho. Um dia conhece e se apaixona por um membro de exército, Vronski. Fica dividida entre deixar o filho e ir viver com o amante ou continuar vivendo uma vida de aparências, como quer seu marido. O final do filme tem, entretanto, uma mudança radical e significativa. Provavelmente pra combinar com esse nome, Love… Que vai e volta fica aparecendo nos mais estranhos dos brindes no filme.

O filme gira entre o relacionamento de Ana e Vronski, que muitas vezes parece uma coisa voluntariosa dos dois, já que o desenvolvimento no filme é feito de maneira muito rápida, e a relação de mãe e filho, que é interpretado por Philippe De Lacy.Eu tinha lido na biografia da Garbo que existe uma parte física entre mãe e filho muito forte, um ar sensual, mas acho que não fiz idéia de como era. Na verdade, a parte mais tocante do filme é justamente quando ela está com o filho, em que o amor entre os dois parece escorrer da tela, muito mais interessante do que ela e Vronski. Alguns gestos entre eles parece mais de dois amantes, como o aquele clássico tirar os cabelos do rosto, acaricia-lo para então acontecer um beijo… Que acontece muito entre Garbo e De Lacy nesse filme. É tão afetuoso, warming, Garbo está tão maravilhosa…


É um filme muito agradável de se assistir e superior à versão falada, apesar de em uns poucos momentos tentar adquirir um tom de piada que não cola. E apesar, claro, dessa mutilação feita ao final clássico - tão marcante.


Ficha técnica: Love (1927)

Direção: Edmund Goulding

Produção: Irving Thalberg

Roteiro: Francis Marion, adaptado da novella Ana Karenina, de Tolstoi.

Fotografia: William Daniels

Legendas: Marion Ainslee e Ruth Cummings

Edição: Hugh Wynn

Elenco: Greta Garbo (Anna Karenina), John Gilbert (Vrosnki), George Fawcett (grão-duque), Brandon Hurst (Karenin) e Philippe De Lacy (Seryosha).

Duração: 82 min

País: EUA

Cor: Preto e Branco

Som: Mudo

Músicas e estrelas

Tentando encontrar uma maneira de fazer esse blog fununciar... Mas a voz nunca parece a certa. Vou tentar ter mais informação e menos divagações inúteis e que depois me deixam embaraçada de tão breguinhas. Vou começar com um post sobre músicas que se referem a astros e estrelas cinematográficas.
***
1. Rita Hayworth por The White Stripes - Take, Take, Take
I was sitting there in a comfortable chair
And that was all that I needed
Then my friend offered me a drink for us to share
And that was all that I needed
Well, then I felt at easeBut then I'm not too hard to please
I guess you couldn't call me greedyT
hen I was shocked to look up
And see Rita Hayworth there in a place so seedy
She walked into the bar with her long, red, curly hair
And that was all that I needed
And I said to my friend, "good god, we're lucky men just to evensee her"

Take, take, take
Take, take, take
Take, take, take

And I could not resist, I just had to get close to her
And that was all that I needed
I walked and loomed around her table for a while
And that was all that I needed
Then I said, "I hate to bug you, ma'am, but can I have your autograph?"
And that was all that I needed
She pressed her lips against a white piece of paper
And that was all that I needed
Then I saw what she wrote, my heart is in my mouth
And that was all that I needed
Then she handed it to me, and I think that she could see
That that was all that I needed
I started to walk away but then I remembered 'hey, I forgot to get a picture'
So I asked her one more time, "could I have another favor?"
That was all that I needed
She was kind and posed with me
Then I knew my friend would see my celebrity meeting

Take, take, take
Take, take, take
Take, take, take

She turned and said to me, "I need to go to sleep,
"And it seemed so mean
It's almost as if she could not appreciate how cool I was being
She said, "good night" and walked away
And I didn't know what to say
I just couldn't believe it
Well, it's just not fairI want to get a piece of hair
That was all that I needed
Or maybe a kiss on the cheek
I wouldn't wash it for a week
That would be all that I needed
But she didn't even care
That I was even there
What a horrible feeling

Essa música está no último CD da banda, Get Behind Me Satan (2005), e narra o encontro de um fã com Rita Hayworth em um bar. O retrato que ele faz dela é o usual, uma diva levemente entediada e linda, que o deixa um pouco decepcionado porque a música vai num crescente que ela não pode atender. Primeiro, ele fica feliz só de vê-la, depois pede um autógrafo, uma foto, e termina querendo um
“pedaço de cabelo (...) ou talvez um beijo na bochecha, que eu não lavaria por
uma semana.”

Mas ela dá a blasé nele e vai embora, sem ligar e sem notar o quão cool ele estava sendo. Também dá pra perceber que essa é uma ironia que escapa, quando ele fala que tirou uma foto e o amigo viu seu momento de conhecer uma celebridade... Aliás, tem todo esse lado...


2. Ingrid Bergman por Woody Guthrie – Ingrid Bergman (cantado por Billy Bragg e Jeff Tweedy)

Ingrid Bergman, Ingrid Bergman,
Let’s go make a picture
On the island of Stromboli, Ingrid Bergman

Ingrid Bergman, you’re so perty,
You’d make any mountain quiver
You’d make fire fly from the crater,
Ingrid Bergman

This old mountain it’s been waiting
All it’s life for you to work it
For your hand to touch its hardrock,
Ingrid Bergman, Ingrid Bergman

If you’ll walk across my camera,
I will flash the world your story,
I will pay you more than money, Ingrid Bergman

Not by pennies dimes nor quarters,
But with happy sons and daughters,
And they’ll sing around Stromboli,
Ingrid Bergman

Essa singela canção foi feita pelo Woody Guthrie lá pelo iniciozinho da década de 50, final da de 40. O Woody era um grande cantor folk, ídolo do Bob Dylan (no primeiro cd do Dylan a única música de sua autoria era exatamente uma homenagem para Guthrie, Song to Woody). Junto com muitas outras músicas que ele nunca chegou a gravar, Ingrid Bergman ficou guardada em um baú que foi resgatado em 2004 por outro fã, o cantor Billy Bragg, que convidou o Wilco para o projeto, batizado de Mermaid Avenue, local de Nova York onde vivia Woody. Bragg e o Wilco fizeram as melodias que, unidas às letras do velho folk resultaram num belo CD – aliás, dois, o volume I e o volume II. Pois bem, escutando a música e prestando atenção à letra, parece que o Woody acompanhou pelos jornais o escândalo da época, o caso Rossellini/Bergman (“Atriz casada larga marido e filho para viver com excêntrico – e casado – diretor italiano!”), que começou com cara de fofoca barata, depois se comprovou, e daí Ingrid engravidou – escândalo! E aí Woody, com toda a sensibilidade do mundo, escreveu essa música, em que ele diz:
“Ingrid Bergman, Ingrid Bergman/vamos fazer um filme na ilha de Stromboli
/Ingrid Bergman (...) Eu irei te pagar com mais que dinheiro/Ingrid Bergman/ Mas
com filhos e filhas felizes/ E eles irão cantar por Stromboli/ Ingrid Bergman”.

Stromboli era o local onde o casal filmava seu primeiro filme juntos, inicialmente Terra de Deus mas que depois acabou ficando com o nome da árida ilha italiana. Rossellini e Ingrid tiveram três filhos, Robertino, nascido no auge do escândalo, e depois as gêmeas Isabella e Ingrid. Isabella Rossellini se tornaria atriz como a mãe, depois de uma carreira breve de jornalista e uma bem sucedida como modelo. Em meio a toda aquela confusão e boataria essa música evoca o que realmente estava acontecendo ali – amor.


3. Greta Garbo por De-Phazz – Garbo Goodbye

I've got a sparkling pair of eyes
especially the right
it was designed to turn around
and watch me from inside
my brain's a wonderful creation
well connected to my head
God gave me sweet imagination
it's sometimes helpful in bed

Aye aye aye aye
some say that I was made to touch the sky
why aye aye aye
is something holding me down

So won't you fly me to Brasil
if you don't want to stay you know I always will
for every treasure there's a thief
for every clever draw there comes a time to leave
so won't you fly me to the Moon
they'd write about us if we went there by balloon
just for that headline in the press
they turn to ghetto of success

Aye aye aye aye
some say that i was made to touch the sky
why aye aye aye
is something holding me down

I aye aye aye
won't live a life that is designed for your delight
that's why aye aye
I'll choose a Garbo goodbye

If my desires don't come true
love won't be what it seems
love won't provide what love will need
I'll fake it in my dreams
when harmony meets tragedy
like Bollywood for real
a box-car ride in agony
with me behind the wheel

Aye aye aye aye
some say that i was made to touch the sky
why aye aye aye
is something holding me down

I aye aye aye
won't live a life that is designed for your delight
that's why aye aye
I'll choose a Garbo goodbye

Aye aye aye aye...
the Garbo goodbye...


Essa música não fala da Garbo em si, apenas a toma como uma referência. O De-Phazz é um grupo alemão de jazz com pitadas pop (não poderia ser diferente). Na música, a personagem central fala de como foi desenhada para o sucesso, mas que a algo a detém nessa marcha... A parte que interessa, a que fala daquela atriz sueca que foi um estouro em Hollywood, é quando a personagem diz que não vai viver sua vida para o prazer dos outros e que, por isso, irá escolher

“um adeus a la Garbo”

(numa tradução muito livre). Ou seja, vai sair de cena inesperadamente, deixando todos atordoados, para ter o controle da sua própria vida. Depois de ler a biografia do Barry Paris sobre Garbo, dá pra perceber que na verdade ela nunca quis largar a carreira tão de vez, ela teve um fracasso (Two-Faced Woman), se afastou um pouco e todas suas voltas fracassaram – acabando por não ocorrer nunca. Não acho essa biografia tão boa quanto a maior parte das pessoas (não gosto de coisas pequenas como a tipografia, o papel, até o estilo do autor), mas é claro que é boa no material bruto.


4. Grace Kelly por Eels – Grace Kelly Blues

The cut great mindwalking through the dirty streets
Of Paris in the hot august heat
Sun melts in the fake
Smile away
Just looking for a place to stay

The actress gave up all her old dreams
And traded up, now she is a queen
Royal families don’t have time
For that shit
Your crystall ball you keep it hid

The tractor trailer driver radios
Help me someone I’m out here on my own
Truck drives from the black night away
Praying for the light of day

The kid in the mall works a hot dog on a stick
His head is a funny shape his heart is a brick
Taking your order he willlook away
He doesn’t have a thing to say

But me I’m feeling pretty good as of now
I’m not so sure when I got here and how
Sun melt in the fake
Smile away
I think you know I’ll be ok


Nessa, a ligação não é tão direta: enquanto divaga sobre sua estada em Paris e como está procurando lugar pra ficar, e depois sobre outras coisas mais, pra concluir que se sente bem, E (frontman do Eels) encaixa uma estrofe sobre a princesa (e não rainha, como dizem os versos, Mônaco é um principado, não tem reis nem rainhas). Ele diz:

“a atriz desistiu de seus velhos sonhos/ e negociou, agora ela é uma rainha/
famílias reais não têm tempo/ para essa merda/ sua bola de cristal você mantém escondida”.

Talvez seja só a sensação que o eu-lírico compartilhe com a loura preferida de Hitchcock:

“Não tenho certeza de quando eu cheguei aqui nem como.... Mas acho que você sabe
que eu ficarei bem”

. Grace teve uma vida atribulada, muitos problemas com os filhos, não pode voltar a atuar (chegou a combinar com Hitchcock de voltar em Marnie, mas a reação foi muito negativa e ela desistiu). Viveu seus últimos anos entre Mônaco e Paris, mantendo jovens amantes (escorpiana, teve muitasss histórias envolvendo seu nome a casos sexuais, básico – sim, estou dizendo que as pessoas de Escorpião são muito do sexo) e correndo de lá pra cá atrás das filhas – primeiro foi Caroline, depois Stephanie (que namorou por um tempo o filho do Jean-Paul Belmondo, piloto de corridas, o que fez com que ela quisesse ser piloto também...). Faleceu em um acidente de carro em 1982, cercado por teorias conspiracionistas de que quem estaria dirigindo era Stephanie (de menor na época, sem licença). No fundo, tanto faz.


5. Frances Farmer pelo Nirvana – Frances Farmer Will Have Her Revange On Seattle

It's so relieving
To know that you're leaving as soon as you get paid
It's so relaxing
To hear that you're asking whenever you get your way
It's so soothing
To know that you'll sue me, this is starting to sound the same

I miss the comfort in being sad
I miss the comfort in being sad....

In her false witness, we hope you're still with us,
To see if they float or drown
My favorite patient, a display of patience,
Disease-covered Puget Sound
She'll come back as fire, And burn all the liars,
leave a blanket of ash on the ground

I miss the comfort in being sad
I miss the comfort in being sad

It's so relieving
To know that you're leaving as soon as you get paid
It's so relaxing
To hear that you're asking wherever you get your way
It's so soothing
To know that you'll sue me, this is starting to sound the same

I miss the comfort in being sad
I miss the comfort in being sad


Nessa música, Kurt Cobain canta como se fosse Frances Farmer. Frances era uma atriz da década de 30 que tentou quebrar alguns padrões da época. Insatisfeita, se envolveu em brigas, incidentes e acabou internada num manicômio, onde recebeu tratamento de choques por um tempo. Ela também sofreu lobotomia. Na música, Cobain canta:

“Eu sinto falta de me sentir triste”

, aludindo aos medicamentos que doparam tanto a atriz que ela não sente mais nada. Existe certa amargura na música, que pode, claro, se aplicar ao que Kurt passava na época. Quando ele diz: “É um alívio saber que você vai embora assim que for pago”, soa muito cínico, como quem diz que sabe que é tudo, no final das contas, pelo dinheiro. É uma canção melancólica, forte e bonita. Depois, Kurt viria a por na sua filha o nome de Frances, mas foi mais pela vocalista dos Vaselines do que pela atriz.


6. Marylin Monroe por Elton John - Candle in the Wind

Goodbye Norma Jean
No I never knew you at all
You had the grace to hold yourself
While those around you crawled
They crawled out of the woodwork
And they whispered into your brain
They set you on the treadmill
And they made you change your name

And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never knowing who to cling to
When the rain set in
And I would have liked to know you
But I was just a kid
Your candle burned out long before
Your legend never did

Loneliness was tough
The toughest role you ever played
Hollywood created a superstar
And pain was the price you paid
Even when you died
All the press still hounded you
All the papers had to say
Was that Marilyn was found in the news

And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never knowing who to cling to
When the rain set in
And I would have liked to know you
But I was just a kid
Your candle burned out long before
Your legend never did

Goodbye Norma Jean
Though I never knew you at all
You had the grace to hold yourself
While those around you crawled
Goodbye Norma Jean
From the young man in the 22nd floor
Who sees you as something as more than sexual
More than just our Marilyn Monroe

And it seems to me you lived your life
Like a candle in the wind
Never knowing who to cling to
When the rain set in
And I would have liked to know you
But I was just a kid
Your candle burned out long before
Your legend never did

Your candle burned out long before
Your legend never did


Essa é bem direta, não é mesmo?
;)


7. Louise Brooks por OMG – Pandora’s Box

Born in Kansas
On an ordinary plain
Ran to New York
But ran away from fame
Only seventeen
When all your dreams came true
But all you wanted
Was someone to undress you

And all the stars you kissed
Could never ease the pain
Still the grace remains
And though the face has changed
You're still the same

And it's a long long way
From where you want to be
And it's a long long way
But you're to blind to see

Frame of silence
Of an innocence divine
Is a dangerous creation
When you fail the test of time

And all the photographs
Of ghosts of long ago
Still they hurt you so
Won't let you go
And you still don't know

And it's a long long way
From where you want to be
An it's a long long way
But you're to blind to see

When you look around yourself now
Do you recognize the girl
The one who broke a thousand hearts
Terrified the world

And all the stars you kissed
Could never ease the pain
And if the face has changed
The grace remains
And you're still the same

And it's a long long way
From where you want to be
An it's a long long way
But you're to blind to see....

Achei essa música agora… Louise, de quem Henri Langlois disse:
"Não existe Garbo.
Não existe Dietrich.
Existe apenas Louise Brooks."
Ela foi uma grande atriz, temperamental, estrela de muitos filmes mudos. Seu filme mais famoso foi feito por Pabst e se chamava, exatamente, A Caixa de Pandora. Nesta filme, Louise interpreta Lulu, uma mulher sedutora, que hipnotiza e destrói todos os homens que se aproximam dela. Muitos acreditam que sua vida amorosa, atribulada, teria lhe servido de inspiração para a personagem. Louise teve muitos romances, o mais famoso com Charles Chaplin.


8. Clark Gable por The Postal Service - Clark Gable


I was waiting for a cross-town train in the
London underground when it struck me
That I've been waiting since birth to find a
love that would look and sound like a movie
So I changed my plans I rented a camera and
a van and then I called you
"I need you to pretend that we are in love
again." And you agreed too

I want so badly to believe that "there is truth,
that love is real"
And I want life in every word to the extent
that it's absurd

I greased the lens and framed the shot using
a friend as my stand-in
The script it called for rain but it was clear
that day so we faked it
The marker snapped and I yelled "quiet on
the set" and then called "action!"
And I kissed you in a style Clark Gable would
have admired (I thought it classic)

I want so badly to believe that "there is truth,
that love is real"
and I want life in every word to the extent
that it's absurd
I know you're wise beyond your years, but
do you ever get the geel
that your perfect verse is just a lie
You tell yourself to help you get by


A canção conta como um dia ele resolveu fazer uma história de amor como nos filmes. Pro Clark Gable sobra uma menção

" te beijei em um estilo que Clark Gable teria admirado/ Pensei que era clássico"

Acho Postal Service chatinho, assim como a outra banda do cara, o Death Cab For Cutie (mas é melhor que o P.S.). Fica pra constar.

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To com a sensação de que to esquecendo uma, e fácil, e com certeza existem outras, mas ta tarde e esse post tá imenso, fecho com essas por enquanto.