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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

desculpe pelo buzz

a nymag está inlove com a blake lively. dia 11 eles fizeram uma matéria sobre o cabelo dela, dizendo que o "serena" seria o novo "rachel". daí no dia 16 eles fizeram uma brinks, falando que cabelos que nada! o destaque da blake seria a COMISSÃO DE FRENTE. ela não é peituda, fato, mas peito não precisa ser grande para ser bonito e a ideia do artigo vem muito do fato da blake adorar um decotezinho, né.

interessante a onda de comentários negativos. primeiro que sempre tem gente pra chamar de vagaba, tanto a blake quanto a serena, de maneira intercambiável. durante o emmy esse ano foi pretty much isso, de vagaba pra baixo, num fórum que eu estava. aí aparece uma comentarista (queen b) pra dizer que cabelo loiro e longo não é um LOOK. olha, eu entendo seu ponto, mas se você não acha esse cabelo abaixo MÁGICO xápralá. você nunca vai entender o ponto da matéria ou de todas as postagens sobre como conseguir o cabelo e tudo o mais. simplesmente existem essas cheerleaders da blair que levam pra fora da ficção (além de aloprarem bastante, e ultimamente com muito material, na ficção rs) e ficam pertubando, falando que não sabe atuar, que isso, que aquilo.

eu entendo que em certo nível é impossível não ficar comparando. é O SER HUMANO, sempre vai ficar pensando serena ou blair, damon ou stefan, modern family ou community. faz parte do jogo. mas vocês são muito enjoadinhas, viu, blairmaniacas. e repito que eu gosto da blair, apesar de ultimamente estar dificil de aguentar a vibe 12 anos dela, e também da leighton, que segue sendo muito improvável e muito brinks, ao mesmo tempo. e sim, também acho que ela atua melhor que a blake - apesar de achar que as duas são muito adequadas para os papéis que fazem. não sejam tão loucas, inseguras, raivosas e eu não preciso ficar groupiando aqui ok? XOXO

ps - fica faltando um artigo sobre as PERNAS, paz.

sábado, 17 de outubro de 2009

Blair vs. Serena (texto errático e cheio de digressões sobre as moças, nos livros e na série)

Meu primeiro post sobre Gossip Girl foi baseado quase que totalmente em primeiras impressões. Eu estava terminando a primeira temporada, de uma sentada só, e o primeiro livro. Eu não lembro bem como eu achava que a série era e de fato tinha mais medo de parecer com OC (que hoje em dia já me parece menos chata, vista em perspectiva, embora ainda não tenha paciência pra Seth).

O piloto da série tem um ar de mistério maravilhoso que nenhum episódio conseguiu recuperar – e uma certa crueza também. Serena chegando de uma longa estadia longe da cidade, ninguém sabendo bem o porquê, e Blair neste episódio tem uma relação com ela mais frenemie do que nunca, é algo muito real. Sempre que eu me lembro desta estréia vejo algo meio escuro. E Dan invisível era mais legal – ele não falava tantas babaquices, apesar de ser só um stalker idiota – quisera Deus que tivessem estendido este pedaço. Às vezes quanto eu penso naquela imagem da Serena parada na estação, chegando, eu até acho que é outra série (pelo menos abandonaram aquela chapinha da Blake por um cabelo muito mais mágico).

Serena chega assim, aérea, deslizando, sem ligar para os outros. E é tão dolorosamente convincente. Blair é ainda mais, com aquela urgência para cima de Nate – e a evidente inveja misturada com admiração e despeito em relação a Serena.

Depois a série começou a ganhar tramas, outros personagens, um cotidiano, um tom de comédia vez sim, vez não, vez sim. Ficou mais série teen enquanto que o piloto sugeria apenas uma história, e uma bem boa. Mas asi es, não vejo como poderiam ter escapado disso.

Eu comecei a ver Gossip Girl pelo buzz, ainda me interesso muito por isto, e estou lendo os livros (estou no quinto). No geral, ainda acho que é uma série de livros fraca enquanto literatura. Estas observações sociais devem se aplicar mais aos EUA porque para mim nem enquanto retrato de uma classe vale muito. O que importa na série e no livro é realmente a dupla protagonista – ponto. Volto a isto, porque é inescapável.

Eu dizia que não tinha times, e realmente gosto das duas, mas hoje acabo me sentindo meio inclinada para Serena. Deve ter um pouco do fato de todos ficarem tão ostensivamente dizendo que a S. é sem graça. Tem gente que acha isto na série, porque deixaram a Serena ‘boazinha’, mas a crítica da New Yorker (que é até positiva) já dá a idéia de que os livros são sobre Blair e a Serena é meio apagadinha.

Blair é muito mais enjoada e egoísta no livro. Esta lealdade que vira e mexe alguém fica jogando na cara em comunidades do Orkut não tem nem traço nos livros. Esta coisa de megaplanos de dominação e manipulação também acontece em níveis bem menores. Blair é só uma garota que queria viver uma vida de sonhos e tenta controlar a realidade mas, batendo a cara aqui e ali, se fecha em seu mundinho de mimada. A maioria do tempo que passamos com a Blair nos livros é só ela pensando como tudo está ruim, como todos são horríveis, como a vida é lamentável. Ela não fala essas coisas e não age diante disso, mas ela está sempre pensando coisas neste nível. EU poderia me identificar mais com isto, na realidade, e tenho um pouco de empatia, mas a verdade é que Blair é um personagem tão sem generosidade que não consigo ter compaixão por ela (nos livros). Na série, ela tem um toque a mais de sangue quente, uma fidelidade canina que sei apreciar, tem um sofrimento mais real e tangível (ela se sente magoada e chora tipo de partir o coração quando tem breakups com o Nate, por exemplo, enquanto que no livro é mais misce-em-scene). É interessante no livro – mas tem pouco pathos.

A Serena é mais uniforme. Claro que ela é mais “boazinha” na série, mas que isto não implique que ela é bitch no livro. Eu ainda não vi um “a” bitch da Serena nos cinco primeiros livros – ela só é mais livre e menos amiga ostensiva, mas ainda assim ela é bem solidária. Ficam dando a entender na série que antes da rehab/viagem a Serena era a Queen porque ela escrotizava também e a verdade, na série e no livro, é que Serena é só uma celebridade ali naquele meio, ela não faz nada para isto, ela simplesmente o é. Não tem nada de passado, presente ou futuro bitch na Serena em canto nenhum (nem na Blair do livro, que como já disse é só mimada e manipuladora vez ou outra, não chega a este nível institucionalizado “malhação” da TV). Ela é muito easy going, fala com todo mundo (enquanto a Blair vai de exclusiva a simplesmente chata) e eu aprecio isto. A Serena do livro é mais cabeça vazia, dumb (como já disse) e simplesmente encantadora para todos. Ela é muito direta e simples com tudo, fácil de conviver (embora, claro, também esteja “perdida na vida” como os outros). Na série, eles fazem ela ser mais “amiga”. O que as duas representações compartilham é uma impetuosidade, se deixando levar e entusiasmar com facilidade. Blair está mais preocupada com como as coisas deveriam ser e Serena com como elas são. Eu entendo que a Blair é mais “complexa” (no livro, na série é essa psicologiazinha de revista, daddy e mammy issues fazendo tudo), mas é horrendo que isto tenha que significar ‘melhor’. Serena é straight forward e muito mais carismática – no livro isso é ainda mais reforçado pelo simples fato de que Blair é só alguém noiado, não esta persona Blair interpretada pela Leighton e tal.

Uma das maiores alegrias é que no livro a parte dos “artistas” é muito mais levada a sério e graças a Deus não passaram isto para a série, que fica aquela coisa mamão com açúcar. O Dan tudo bem que é uma espécie de sátira, mas a autora realmente leva Vanessa a sério e acho isso freak, acho PAU NO CU o núcleo de artistas. Aliás, todos são tipos (Aaron, que), menos Blair e Serena.

(Continuo achando que nenhum dos outros personagens vale a pena ser objeto de UMA LINHA escrita por mim. Talvez o Nate, gosto mais dele hoje em dia. Na série ele tem essa coisa de cavalheiro e uma retidão que irritam um pouco vez ou outra, mas eu gosto – e tem umas coisas meio freaks como aceitar dinheiro da Catherine depois de recusar o do Chuck, e ele sempre me irritou muito porque sapateou na Blair, mas quando soube que ela transou com Chuck quando eles terminaram fez o moralmente ofendido. É claro que eu sei que o Nate é um inexpressivo e o modo como ele vai de mulher em mulher só realça isso, mas ele é uma boa figura. No livro gosto ainda mais dele, só querendo ficar na dele e ir levando o máximo possível. E ele nunca vai ser um escroque como o Chuck. Pronto, uma meia dúzia de linhas pro Archibald).

ps – sinto que este tema não está esgotado rsrsrs.

(postado originalmente no CORRAO, que decidi deixar 1 pouco de lado. e já precisando de um pouco de UPDATE, diante da terceira temporada, do término dos livros, mas ainda É ISSO AI. abs)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

comentário sobre a premiere de gossip girl (reversals of fortune)

é verdade que não foi um episódio muuuuito bom, teve esse tom de comédia, leve, a maior parte do tempo, mas foi ok né. minha opinião:

* serena. embora o tom de mistério sobre o que realmente teria acontecido no verão tenha sido meio chato (pelo gancho da SF a gente tinha uma ideia de que era algo relacionado com o pai), a história até funcionou. certo, serena não precisava mentir pra todos, fez rufus gastar aquela grana desnecessariamente (já que ela mesma vai continuar trabalhando pra aparecer) e tals... mas aí não teríamos enredo, né. dá pra entender que é algo que a serena sente que precisa fazer sozinha e ela até rechaça um pouco o carter, que foi alguém que esteve próxima dela durante o drama-daddy-issues, pq no fundo é algo muito íntimo. eventualmente, ela DEVE falar pra blair, pra dan, pra whatever. é legal ver a serena ativa, interessada em algo e que bom que pelo menos ela não é uma vítima dos paparazzi, como vimos no final, e está usando pra algo que ela quer...

* blair/chuck. acho que os roteiristas botaram na boca dos personagens o medo deles mesmos e dos telespectadores, de que agora que b & c estão finalmente juntos a coisa acabe ficando entediante, ou que tornem o casal iô-iô, algo assim. particularmente, acho totalmente maluquice ficar fazendo esse tipo de joguinho num relacionamento, e acho que veremos isso backfired em algum momento/em algum nível, mas acho que combina com os dois. foi bacana vê-los conversando francamente no final, reconhecendo como já disse esse medo de geral de que não saibam lidar com o casal que quase todo opúblico tanto esperou...

* dan. achei meio boring toda essa coisa de vergonha de ser rico e a vanessa nem estava julgando ele no início. claro que depois a reação da v também foi exagerada, ficou bem didático que foi pra criar um conflito mesmo... sobre a vanessa, lá vai ela cair em mais uma CILADA. essa vibe psicótica do scott, embora ele pareça realmente interessado na família, não me agrada. pq filhos bastardos (odeio essa palavra, mass) sempre são tão chatos nas séries (vide brothers&sisters rs)? eu sei que são traumatizados etc, mas BLERGH. não gostei.

* carter. acho que tem potencial. já que serena e dan como casal estão mortos agora (e espero que não ressucitem), achei interessante resgatarem o carter. e gosto muito do sebastian stan.

* nate. foi ok. acho que o nate fica melhor trabalhado qdo investem nesse lado das pressões familiares mesmo...

* uma coisa que ficou estranha foi a ausência da lily. eu sei que foi por causa da atriz e tals, mas sei lá... achei a dinâmica meio estranha. pelo menos se eu fosse a serena não ia me sentir muito n'umas de dar satisfação pro meu padrasto num nível daqueles, quase sendo acusada, sem minha mãe estar lá (se fosse meu padrasto há, sei lá, 10 anos, mas há 1? rs NOT). por outro lado, ainda na família van der woodsen/humphrey, jenny e eric combinam muito juntos, desde a season 1. tudo bem que trabalharam mais de sidekicks aqui (o eric sempre o é), mas acredito que veremos mais da j mais pra frente.

e que venha georgina!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

THE UNDERDOGS

Gente, tudo começa assim: um seriado, dois personagens de destaque e uma competição entre os dois que é inteiramente dominada por um dos lados. E eu, no meio, sempre acabo me sentindo meio GZUZCRISTO e começo a me afeiçoar aos personagens que o pessoal costuma deixar em segundo plano (sim, esse é um fenômeno de FORUNS, DEBATES, que só faz sentido na tela quando vemos que a repercussão ta influenciando nos enredos, o que não é de todo incomum). Começa de mansinho e daqui a pouco percebo que pronto, já estou vestindo a camisa. É mais forte do que eu. É kind of lame, eu sei, mas... Vamos aos casos.

1. 1. LORELAI e RORY (GILMORE GIRLS)

Gilmore Girls é a série da minha vida, ponto um. A série é centrada em Lorelai, a mãe, e Rory, a filha. Estatisticamente, eu diria que o nível de preferência aqui seria uns 85/15, com Lor na frente, claro. Em GG, os fãs (quero deixar claro que falo de um fã padrão, que eu vejo, não TODAS AS PESSOAS QUE GOSTAM etc) sempre foram lorelaimaníacos mas tratando a Rory com uma condescendência e uma tolerância ok – tipo, “todos” gostam da Rory também. A situação só mudava quando elas brigavam e na GRANDE BRIGA DE GG, quando Rory largou Yale, atingiu níveis inéditos. De repente, parecia que em todo fórum que eu estava todo mundo odiava a Rory. Era um absurdo total & absoluto. Já expus aqui minhas razões para achar essa perseguição uma doidice comandada apenas pelo fanatismo cego por Lorelai. Lorelai e Luke sempre foram blindados nessa série, por sinal... Reconheço aqui que é INDESCRITIVELMENTE mais fácil gostar da Lorelai do que da Rory: ponto 1 sempre sendo o CARISMA AVASSALADOR, como veremos também no segundo caso. Eu, particularmente, sempre gostei da Rory – e sempre pareci mais com ela também. Eu não sou um poço de carisma e desenvoltura, afinal de contas. Mas de cara sempre gostei mais da Lorelai, como, de resto, praticamente todos os fãs... Com o tempo, vendo que certas vezes certas injustiças de julgamento eram cometidas por conta desse AMORLOUCO, comecei a me posicionar várias vezes pró-Rory e hoje em dia fico meio confusa em escolher UMA PREFERIDA. Serião, nunca vi um personagem que todos amam tanto e defendem com toda passionalidade quanto a Lorelai. NADA é admitido contra ela. A Rory é total underdog, não é ODIADA em geral, como já disse, mas quando foi pro pau, apanhou feio. E sempre que foi pro pau eu estava no team Rory. Embora ame a Lorelai. Asi es o fenômeno que estou descrevendo aqui.

2. 2. BLAIR E SERENA (GOSSIP GIRL)

Outro clássico moderno rs. Acho que a divisão aqui seria ainda mais dramática: 90% dos fãs de GG parecem preferir Blair a Serena. Outro fator que contribui para tornar tudo, de resto, mais abissal nesse programa é que os fãs da Blair são muito traumatizados e noiados. Como bem sabemos, Gossip Girl é protagonizado pelas amigas (quase sempre) Blair e Serena. Assim é nos livros também. Acontece que nesse pequeno universo narrativo da society novaiorquina, Serena é a protagonista. Não em Gossip Girl, a série, mas no mundo em que eles vivem, mas acaba rolando uma contaminação - a Serena é a protagonista do gossipgirl, das fofocas, do grupo. Os fãs de Blair simplesmente não conseguem conviver com isso. Cansei de ver reclamação porque Serena aparece NO MEIO de um pôster. Em primeiro plano no box do DVD. Ou ver um vídeo no yuoutube sobre o estilo de Serena ao longo da série ser totalmente dominado por comentários como “por que não Blair?”. Eles adoram argumentar que a Blair “roubou a cena” (no caso, a Leighton Meester). Eles adoram que o casal mais adorado da série é Blair+Chuck e que Serena não consiga assentar com nenhum. É até um pouco doentio, eu acho. Eles só querem Blair, Blair, Blair. OK, eu entendo. Como no caso 1, é muito mais fácil gostar de Blair do que de Serena. Blair é sim um poço de carisma. Sim, Serena p´recisava de mais punch. Só que desde o princípio essas tiranias me incomodavam muito. Eu entendo, claro, que ninguém é obrigado a gostar de um personagem, mas falo aqui de um sentimento generalizado de desmerecimento que sempre me deixou irritada. Comecei a sempre tentar ver as coisas de uma maneira serenecêntrica, de maneira a não perder o eixo. Veja, não há problemas em se perder na blairmania. Fiquem todos à vontade, tenho certeza que é bem pago. É tipo um mundo paralelo, em que a cena em que a Serena tá mais uma vez dando uma força pra B, pedindo que ela não viaje e fuja pós-escândalo Chuck Bass, vira um "a Blair é demais". Mas vamos entender que, enfim, Gossip Girl não é só isso. De vez em quando a gente tem que suspirar e levar adiante. Eu estou fazendo isso desde que os produtores decidiram investir em Chuck como o par romântico de Blair, algo que veio do nada, colou e hoje provoca tanta adoração que me deixa enojada – porque o que eu adoro a Blair eu desgosto do Chuck... (Inclusive, dois sofrimentos: um é não ser shipper de nada numa série. Em GG meu casal preferido é Nate e Blair, mas nem chego a torcer com AQUELA FORÇA. Outra é se ver fora do que é o CASAL DOMINANTE. Não gostar do casal que É PRA SER é um sofrimento infinito. Passei por isso com Veronica Mars, passo por isso com Blair, olha, não é fácil. No caso da Serena nem tem como ser shipper de ninguém. Meu relacioanemtno preferido até mesmo é a amizade entre b&s rs). Assim é a vida. Geral vai continuar assistindo GG pra ver Blair e chamando a Serena de burrinha nos fóruns da vida. ABS.

3. 3. MEREDITH, CHRISTINA, IZZIE (GREY’S ANATOMY)


Acontece uma coisa com Grey’s Anatomy… Eu adoro a série, curto muito, encaro com todos os excessos e cafonices que a Shonda nos joga… Mas nunca gostei muito de nenhum personagem (só do Karev e também da Addison, antes dela passar a ser levemente usada como alívio cômico). Digo, há o quinteto, e dentre eles o Karev era menos, então do quarteto principal eu sofria, e sofro, uma falta de identificação que dói. Meredith e todo aquele drama eterno, daddy issues e tal, UGH, sempre me cansou horrores. E adiciono que detesto, em linhas gerais, os fãs da Mer, que acham que são DONOS ABSOLUTOS da série. Fora que pra mim os shippers mais chatos são os MerDer. A Yang é a que menos gosto. Nem tem porque ela me irritar tanto... Faria o meu tipo. Irônica e tudo. Mas pra mim é um personagem cínico demais, não sei, nunca curti. Muito sem generosidade, e quando age generosamente parece tão PREMEDITADO e didático dentro da trama, é o fim. Comecei a me ressentir (admito) da panelinha que elas faziam bloqueando a Izzie. Esse caso é diferente porque eu comecei a me afeiçoar pelo underdog dentro das telas (o ódio a Izzie é mais recente e se mistura com o ódio à atriz, o que acho compreensível, mas eu gosto Katherine Heigl). Não tenho nenhuma identificação com a Izzie. Ela é tipo meio bobinha, coração grande, guiada pelos sentimentos, nada que eu relate muito. Mas comecei a gostar mais dela, acho que meio por falta de opção também. Depois veio o Denny, na época em que ele não era OVER, e eu gostava muito dos dois. E SEMPRE adorei Karev e Izzie (sendo que Yang nunca me convenceu com ninguém e particularmente detesto o Owen e MerDer sempre foi ok, mas MENOS né). Sempre foi sussa tudo isso, mas ultimamente ta particularmente difícil gostar da Izzie. Um motivo é a própria personagem, que tem o arco mais MALUCO do Seattle Grace. Nada de “crescimento” ou não. Vivem falando essas bobagens nos fóruns da série, mas eu não assisto nada pra ver ninguém “crescer”. E NEM VI. Fora a Meredith, que teve um arco de terapia e amadurecimento que era necessário para a TRAMA ANDAR (quanto mais agüentaríamos dela enrolando o Derek pro conta dos problemas com relacionamento?). Outro motivo é o ressentimento da turma pró-Meredith que ficam xatiados com o destaque dado a outra atriz. Esse pessoal também sempre odiou a Addison. Para eles, o nome Grey’s Anatomy e a Ellen Pompeo narrando devem garantir que tudo seja Meredith-meredith-meredith. E, bom, não é. Os outros personagens têm sua casquinha também, né? Mas um arco grande, de destaque, como o que a Izzie recebeu é encarado como afronta. Nem entro no mérito da história – Izzie e o câncer realmente teve momentos bem ruins e tal, mas a temporada melhorou no final -, mas vamos combinar que a maioria reclama porque “ta parecendo Steven’s Anatomy” ou babaquices do tipo? Ai tome-lhe reclamação contra a Heigl e tal e tal. E eu, na boa, espero sempre que aumentem os "secundários" e até os secundários mesmo. Inclusive, quem diria, nessa quinta temporada, LEXIE GREY foi um alívio diante de tanta coisa MALA que tava rolando na série... Para vocês sentirem o nível.

4

4. SOOKIE (TRUE BLOOD)

Deixe-me dizer que esse caso também é diferente porque não é uma oposição. Há oposição, é verdade, entre Bill e Eric, sendo que Bill deveria ser a escolha natural e a audiência em peso está fazendo a outra escolha. Nesse caso to meio UNDERDOG também. Tipos, adoro o Eric, mas prefiro que ele fique só fazendo figuração no triângulo amoroso. Até porque triângulos são TAO CANSATIVOS e IGUAIS, em geral. Mas deixe-me voltar a Sookie. De uns tempos pra cá, todo mundo odeia a Sookie. Não sei o que está acontecendo. Acho que tem esse fator de ódio aos heróis/destaques (tem sempre alguém pra reclamar que TUDO ACONTECE COM ELA – oi, ela é a protagonista?). Todos se apaixonam por ela? A Rainha sabe quem é ela? Nossa, que saco etc. É relativamente comum essa ojeriza a protagonistas e personagens que, teoricamente, todos deviam gostar. Tipo Jack em Lost, Marissa em The OC, blas - o que fazer? Eles ficam horas na tela apanhando, são mais explorados. Os personagens secundários ganham missões menos didáticas, podem ser o sidekick engraçadinho ou whatever. Geral falando que Sookie é irritante e não tem muito argumento, né? O que posso dizer a alguém que acha a Sookie irritante? Cada um sabe com o que se irrita.

Eu particularmente gosto do personagem. Acho forte, bem construído, com uma outra derrapada mas vários acertos. Gosto da atuação da Anna Paquin, acho a maior injustiça atacarem isso, sim, temos ali uma atriz de primeiro time fazendo um trabalho muito bom. VERDADE QUE por vezes vimos a história Sookie/Bill emperrar e ficar repetitiva, mas isso se chama ROTEIRO FRACO, acho que já foi superado (e tome-lhe TRIANGULO na terceira temporada) e pra mim nunca respingou na Sookie enquanto personagem. Uma garçonete telepata que METE AS CARAS, não tem como não curtir. Apesar disso, a Sookie nem entraria num top 3 de personagens de TB pra mim. Isso que pega nessa insanidade que é a série: MUITO PERSONAGEM LEGAL.

CONCLUSÃO

Enfim. Esse post é muito pessoal e é meio bobagento mesmo. Apenas gostaria de manifestar minha opinião de que, sei lá, vamos ser mais tolerantes com as séries e os personagens. Não vamos nos afogar em fanatismos, ESPECIALMENTE em fóruns rs. Vamos gostar da Lorelai mas respeitar a Rory. Vamos tatuar Blair na bunda mas admitir que a Serena é necessária a Gossip Girl. E coisa e tal.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

sobre gossip girl, carisma e duplas

THE SERENA & BLAIR SHOW


Gossip Girl, em tópicos:

- Essa história de que os livros são melhores é balela. Podem ter cortado muita putaria dos livros etc (só li os dois primeiros e, so far, nada de taaanto assim), mas o que é isso? Ter mais liberdade ao retratar a putaria juvenil atual á um ponto, mas não é tudo. O livro falha onde a literatura não pode falhar, né: nas palavras, na escrita nua e crua. É muito frio e distante. Até a gossip girl. Parece, de fato, fictício. E todas as qualidades que vou elencar abaixo são da série, porque no livro não tem nada... Em compensação, os defeitos são tanto de um quanto de outro...

- A grande vantagem de Gossip Girl é a dupla principal, Serena&Blair. No livro, ninguém é carismático, não dá, é muito pá-pum. Mas na série elas estão lá, bonitas, interessantes, carismáticas e inteligentes. Eu sinceramente não consigo ficar nessa de team Serena e team Blair e, ao contrário da maioria, gosto quando elas estão mais pra amigas do que inimigas (Serena faz muito a boazinha reformada pra dar uma briga legal). A amizade delas é mais legal do que qualquer casalzinho da série (Dan proto-pessoa-diferente? Nate, o clássico mocinho que não vai pra lugar nenhum? Chuck, mais um embuste pras menininhas que acham chato ser bom? PFFFFF). Na realidade, fora elas duas não curto muito nada na série (roupas e músicas legais, mas tipo, q). Não agüento com Rufus (cara de nada), Jenny (sonsinha), todas aquelas meninas genéricas...

A coisa mais surpreendente da dupla, no entanto, é o fato de ser bem interpretada. A Blake Lively, que faz a Serena, só tinha no currículo umas brinks e aquele filme “Quatro amigas e um jeans viajante” – o que é brinks também, né. O tiro que saiu pela culatra é que no livro (e na série, né) a Serena é aquela que todos olham quando levanta, que todas meninas querem ser e todos caras querem ter, é naturalmente mais popular, interessante, atraente. Mas Blair emplacou mais (só por curiosidade, a maior comunidade da Serena no Orkut tem 4 mil pessoas, a da Blair 14 mil). Claro que é fácil justificar isso: Serena bitch só em flashback, ela agora é boazinha, enquanto Blair continua manipuladora. Não tem como querer competir. Mas eu ainda acho a Serena muito mais cool. No duro. Ela tem uma aura de desligada, de lerdinha, que eu acho muito interessante. A risada e a voz delas são carismáticas; ela se veste melhor. Ela tem o cabelo mais bonito da televisão (babei neste cabelo, tem um peso, um “caimento” mágico, além de um tom de loiro muito clássico, elegante, distinto). A Blake tem só 21 anos e faz a reservada, lembrando um pouco a Serena (acho muito bonitinho, e não pseudo e chato a la Natalie Portman, quando a New York Magazine tenta perguntar dela e do cara lá que faz o Dan, e ela fala “Poxa, não é a NYM, não é pra ser classy?”).

Risada gostosa kkkk

Olha só esse trecho de uma entrevista que ela deu pra Capricho:

“Quando fiz Quatro Amigas e Um Jeans Viajante, os fãs dos livros da série me viram no filme e, sei lá, talvez porque eu tenha o cabelo comprido e loiro, eles acharam que eu tinha que ser a Serena na TV e fizeram uma campanha na internet. Acho que Josh viu isso e me ligou. Ele me disse: ‘Escrevi uma série para você. Não vou dar o papel para mais ninguém’”

Eu entendo perfeitamente o Josh Schwartz. Eu também não faria sem ela. O interessante é que a Serena da série tem essa coisa etérea mágica que no livro, sinceramente, parece mais dumbness – o que também deve ser mais acurado, tipo do ponto de vista objetivo da “vida real”.

Já a Leighton Meester, de 22 anos, é impulsiva, impetuosa, com um currículo nada notável pré-Gossip Girl. O que eu gosto mais da Leighton são os olhos. Ela passa toda vulnerabilidade da Blair quando enche o olhão de lágrima, juro que me mata. Ela é bonita de um jeito clássico, bonequinha, se veste inspirada na Audrey Hepburn, e tem um toque de malícia que a Serena não tem. É claro que a Leighton é muito mais mundana que a Blair, mas as duas parecem compartilhar uma agressividade intrínseca, além de serem vivão.

Vulnerabilidade de matar um
Acho a Leighton um pouco brinks (com essa coisa de ser cantora também hehe), curtindo muito a vida de celebridade e tal, mas ela é tão direta e honesta, tão tangível, que acho que só se pode admirá-la, ainda mais levando em conta que “veio de baixo”.

Leighton com um cachorro horrível

Os outros nenli. NENLINENLINENLI. Só a Lily que tem uma coisa clássica que acho legal, mas é passável também. Estes coadjuvantes são um defeito tanto do livro quanto da série. Dá pra empurrar com a barriga, e vamos que vamos (a segunda temporada perdeu um pouco o fôlego).
Dizem que as duas não se bicam na vida real. Eu acredito, nada de inimigas e tal, mas apenas não se dão, elas não têm a ver mesmo.

- Outras duas coisas charmosas do programa: a Kristen Bell narrando (coisa fina) e geral se chamando por iniciais, acho legal.