sábado, 11 de julho de 2009

survivors


tem essa cena em survivors... (versão 2008) temos al & naj, uma dupla formada por um jovem rico e esbanjador e um menino muçulmano, unidos pela situação desesperadora, bem, eles estão em uma das muitas expedições atrás de comida ou qualquer coisa que valha a pena ser encontrada, quando naj avista uma pequena propriedade rural, galinhas etc.

enquanto a criança fica totalmente excitada, o olhar no rosto de al é, não sei, um algo entre o desespero e a decepção. ele olha para o galinheiro como algo que não faz parte de sua gramática e agora é sua realidade. ele, que admitiu que o que mais sente falta da vida passada é seu laptop, e que em uma das expedições fez questão de providenciar jaquetas e camisetas estilosas. tudo bem, o fútil estava sendo fútil e a criança sendo criança - enquanto al estava na butique, naj foi para uma loja de doces. lá, foi atacado pelo proprietário e, n'uma briga que se seguiu, al acabou empurrando o senhor, que bateu a cabeça e morreu. de volta para o grupo, al pede que naj não comente com ninguém do ocorrido. nessa mesma sequencia, eles encontram com uma terceira deles, anya, qye havia acabado de saquear algumas casas: "faz a gente se sentir como ladrões, não é?".

de volta à cena que me trouxe aqui e começou esse post: al observa naj correndo em meio às galinhas, feliz. ele mesmo pula desajeitado a cerca e vai se unir ao menino. eles correm e brincam um pouco, naj radiante porque vão poder começar com o plano de criar animais, e então al cai no chão, sem forças, e começa a chorar, lamentando ter matado um homem. sentido, naj fica ao lado dele, a mão no ombro do amigo, em silêncio. não há o que se falar: no dia do acontecido, ele já havia dito que fora um acidente e que eles deviam rezar pela alma do senhor morto, enquanto al evitou o tema.

é tão bonita essa cena; não é só o arrependimento, a morte do velhinho... começa no olhar de inadequação, arrasador, que al dá ao local, e culmina com a sensação de culpa, sim. survivors tem disso, união de pessoas improváveis, aquela velha questão de o que acontece com os homens em meio a este tipo de catástrofe, como a humanidade vai diminuindo e diminuindo (e claro que boa parte sempre vai ser cretina... nem menciono dexter, o cara que tem uma arma e busca deixar sob seu comando tudo que acha de útil, deixando os outros à sua mercê, mas já no episódio 1 vemos anya andando na rua e passa uma carro - da polícia, btw -, ela acena e o carro TENTA ATROPELÁ-LA só na maldade). enfim.

vejam a cena em que abby, a mulher que os convence de que é melhor viverem juntos do que cada um por si, descobre que o marido e os vizinhos estão mortos - e implora aos céus que não seja a única sobrevivente... o fardo carregado por eles é pesado, como bem no início a então dra. anya alertara. mesmo diante do discurso que anya fez de que seria um pesadelo para quem sobrevivesse (sozinhos, inseguros, tento perdido todos, sem recursos etc), a amiga contaminada chora e diz que "não importa, preferia continuar viva". assim é GENTE né. tão absurdamente apegada à vida.



mesma cena, versão de 1975

sábado, 30 de maio de 2009

lorelai's first cotillion

e chegamos ao terceiro episódio com os pressupostos da temporada meio que colocados - ainda não totalmente, pq não estava inscrito que o christopher ia ser alguém! essa milésima chance que a lor dá para ele me pegou de surpresa, de fato (época boa, eu era bem mais spoiler-free, tb), e para mim só mostra o quão a lorelai era apegada e apx na IDÉIA dela com o christopher. tipo assim, mesmo levando sua vida adiante e não tendo ficado a rigor esperando o chris, acho que n'um canto da mente dela sempre existiu isso. na segunda temporada, quando ele é apresentado no seriado, isso fica bem claro. e vai e volta, em outros pontos. nessa altura do campeonato, pós luke, pós tudo que aconteceu na SF da sexta temporada, acho que ela pensou: PQ NAO, não é mesmo? e isso acontece no final desse epi.

voltando: então a lorelai prova um pouco do mundo que ela recusou ao fugir da casa dos pais e, bem, nao era tao ruim assim. logo depois dela comunicar o fim do seu relacionamento com o luke aos pais, que parecem amedrontados demais para dizer algo - e é claro que a falta de reação acaba ofendendo lor mais ainda. ela já está bem mais resolvida quanto ao fim do noivado. não anda mais prostrada. conta para os pais...



a lorelai vai ao baile, que a emily ajudou a organizar, para um grupo de crianças da "sociedade". emily está ajudando uma das meninas, meio que "treinando" ela. a garota deve ter uns dez anos e oferece drinks a rory e lorelai no jantar de sexta ("ok, sure. is that legal?"). todos os momentos desse núcleo são agradáveis - é claro que é meio creep, ainda que "bonitinho", ver aquela criança sendo uma pequena anfitriã, mas a garota parece realmente gostar e age sem nenhuma crueldade, elitismo ou coisas do tipo. digo, para tentar ser mais clara, que é possível ter uma infância nesse mundo, é possível não se sufocar com todas as regras. o fato da menininha circular com tanta desenvoltura por todo o episódio prova isso. outra personagem infantil que ajuda na lembrança de lorelai é a garotinha "com personalidade": a menina sempre se atrapalha com alguma coisa, é meio desengoçada e vai pro baile de tênis. mas também ela parece encarar tudo com graça e leveza. as crianças, enfim, dão um show de maturidade no episódio. lorelai até lamenta pela menina "diferente" (minha chará, btw) dizendo que ela provavelmente preferia estar em casa de jeans ou subindo em árvores e michel pontua que ela não parece infeliz, o que é bem verdade.

no final das contas, no grande plano das coisas, é claro que isso não implica nenhuma mudança de posição das garotas gilmore quanto à vida dos pais/avôs. as duas parecem ter provado e não ter gostado, não é? a linha que o episódio segue, a partir daí, é a lorelai tentando entender quanto dela se definiu apenas como reação aos pais que teve. "será que eu realmente gosto disso ou eu gosto porque minha mãe não gosta?". ela remonta algumas decisões da infância ("pop-tark tasted like freedom"). no final do baile, quando ela está dançando com michel, é claro que emily não perde a chance de mostrar como ela está se divertindo.


depois da festa, lorelai encontra christopher em sua casa. ele tinha levado rory para jantar e coisa e tal e rory contou para a mãe meio que cheia de dedos, mas lorelai claro ficou naquelas de "é seu pai, claro" e também esclareceu que eles não estavam sem se falar no TODO só no momento (rs). a verdade é que desde que chris ligou fazendo o que tava sob o encanto da noite que os dois passaram juntos ela simplesmente ligou o ignore em relação a ele - e chegar em casa e se deparar com o próprio, foi total BUSTED. rory saiu para passear com paul anka e dar desculpa pros dois terem alô dr e chris fez o direto: falou que amava ela, que a noite dos dois juntos tinha sido mara, que "felt right", como os dois eram mean to be. e lorelai ficou com a "carinha lor/biquinho lor". e no final do episódio ela ligando para ele... mata um pouquinho todo mundo.

do lado da rory, as coisas vão tentando se ajustar, no tranco. com logan vivendo o empresário atarefado em londres, eles tentam encontrar alternativas para o namoro a distância, se encaixar nas rotinas dos dois. devo dizer que eu, pessoalmente, acho muito chato. a maior parte do logan-drama foi chatinha, sendo sincera, mas destaco realmente esse período dele away.

ela tb da uma força para a lane contar a zach que está grávida, aparece tendo um diálogo um pouco desconfortável com luke (os dois tentando agir o mais normalmente possível). lane & zach estão freaking out com a rapidez das coisas. numa cena, rory e lane estão na biblioteca, ela procurando frases sensuais (lendo henry miller para isso kkk) e a amiga disgusting com as coisas mostradas pelos livros sobre gravidez.

a idéia do sexo via sms veio de paris e rory fica meio chocada a princípio mas resolve tentar -é tudo meio bobo.

paris: we're doing it right now

sexta-feira, 29 de maio de 2009

harry potter

minha lista de preferência dos livros da jk rowling (HUMrs)

1) ... e o cálice de fogo
2) ... e a ordem da fênix
3) ... e o príncipe mestiço
4) ... e o prisioneiro de azkaban
5) ... e a pedra filosofal
6) ... e as relíquias da morte
7) ... e a câmara secreta

to começando a me animar mais com o (s) sexto (s) filme (s). todos os filmes são meio banais (sim, mais que os livros), ainda que a partir do terceiro os elementos interessantes comecem a aparecer mais (de todo o modo, também como nos livros). outra característica da versão cinematográfica do bruxo órfão é que::::::::: o elenco infantil é lastimável, ainda que bem acurado do ponto de vista da semelhança física, e o elenco adulto é sempre SENÇA. e tbm é muito bom em PARECER, se for por isso...

era de se imaginar que em seis anos de cinema a galera ia dar os toques do tipo:: TA UÓ, mas nem. acho que o caso da emma watson, que é sem favor a pior do trio protagonista, é até mais "desculpável": ela mesma já falou que entrou meio no acaso e não sabe se vai seguir atuando (amiga, LARGA DESSA). já o daniel radcliffe (whatever) ainda faz a linha "ATOR SÉRIO" que faz PEÇA NU (harry potter nu é sempre uma das primeiras sugestões do google quando você começa a escrever o nome do personagem na busca). alguém diz para ele que NOT, vai precisar muito feijão ainda.

tudo bem. sem desmerecer nem nada, mas geral passo anos fazendo merda como ator, né, e que mal tem? não é que nem MEDICINA, você pode ir tentando e fazendo meia boca que ninguém vai morrer por isso. então SIGAM SEMPRE SORRINDO. ops to bebada (sempre vou te amar, maisa, pro mais over que vc fique)

terça-feira, 28 de abril de 2009

which way

ok. citei ali o bill callahan e vou pegar mais duas citações do disco novo emprestadas.

"I feel back asleep some time later on
And I dreamed the perfect song
It held all the answers, like hands laid on"

eu tenho a vívida lembrança de uma noite que eu sonhei que eu tinha um motivo para fazer as coisas - tipo ir pra faculdade, me formar e tal. levar o tcc adiante. um motivo além do ordinário. isso parece brincadeira mas é verdade. eu meio que acordei e sorri, quando as coisas fazem sentido é tão bom, mesmo que tudo não precise fazer sentido... depois eu esqueci. a gente acha que essas coisas voltam, mas não volta porque não tem porra de sentido - era alguma bobagem que se encaixava n'um sonho aleatório.

isso agora vem à minha mente direto, porque nao vejo nenhum sentido em seguir adiante fora não magoar minha família e o fato de que se morrer é corriqueiro e certo, se matar é difícil e arriscado. eu queria sonhar um sentido de novo, mas pelo jeito vou ter que inventar um. por enquanto, preparando uma vida backup porque o mundo não para de girar e tem tanta gente, tanta gente... em um só dia já tive que lidar com tia avó, prima distante, avô... meu pai me ligando duas vezes e perguntando what's up. nothing's up. to aqui, perdida e sem objetivos, um beijo na vida.

a vida, aliás, que ainda me prega a peça de botar a marianne faithfull pra vir tocar em salvador a 100 reais, ok, mas não pode comprar pro evento isolado! tem que comprar pelo menos sete, e todos na mesma cadeira, o que me daria um gasto de uns 500 reais pra ficar vendo a osba! isso me dá sinceramente vontade de chorar, porque quando vi o nome da marianne no outdoor achei que era a vida me sorrindo - os astros estão do meu lado, diz o personare -, mas era só a cruel joke.

"Well I cannot tell you
Which way it would be
If it was this way too"

depois de tudo, eu fico alguns minutos meio paralisada pensando no jogo do e se. e se nunca tivesse largado a uneb. e se tivesse seguido pra rádio a tarde ao invés do correio. e se tivesse escolhido são paulo ao invés do rio. e se tivesse aguentado o tranco da depressão no rio (não cheguei a me deprimir, acho que foi só uma crise, mas não tinha nenhuma garantia de que ia passar. ainda estou no limite). e se, e se, e se. não há outra vida, só há essa vez. eu fiz o que eu fiz, não posso desfazer nada e agora tenho que jogar com essa mão aqui - pena que não é muito boa, mas para ser sincera, nunca foi. nunca foi.

se eu ganhasse um real por cada "você ainda é jovem" que ouvi nesses dias já seria a paris hilton, o que é meu sonho. sei que sou jovem, num mundo que estica a expectativa de vida, melhora e tals. mas não sou jovem, não. a vida se arranja, me diz nanna, e só posso me apegar a isso. deve ser verdade, já que não tem como ser mentira. só estou morrendo de ansiedade para ver como tudo vai se arranjar.

quando alguém me diz que sou jovem quero chorar, mas quero chorar por tudo nesses dias. não sobraram amigos, até porque não quero amigos agora. quero só ficar enrolada num canto da vida vendo os dias passando e tentando não ficar deprimida perto de minha mãe.

I started running, and the concrete turned to sand
I started running, and things didn't pan out as planned

In case things go poorly and I not return
Remember the good things I've done

quinta-feira, 23 de abril de 2009

defasaaaado

terça-feira, 17 de março de 2009

salvador - rio

eu pensei que 28h de viagem iriam ajudar a cair a ficha da mudança, mas não. o tempo inteiro apenas me sentia em transição, seguindo ao rio, e me entretendo com a própria mudança. no mais, só tristeza de perceber minha mãe chorando toda vez que falei com ela.

e agora só eu que me sinto de coração partido por estar tão longe da minha família. estou ok - todos são legais, o local é bom, já tenho internet!, tudo certo. mas sinto tanta saudade só de pensar em minha mãe, principalmente, e minha irmã, que fico me perguntando o que eu tô fazendo aqui, desempregada e tudo...

oh, deus... espero que vá passar, acredito que vá passar, mas que estou me sentindo blue.